Egito: Uma viagem solo pela terra dos Faraós com a Daniela

Acho que a essa altura vocês já sabem que o marido tem um pézinho no Egito né? Os avós paternos são de lá e boa parte da família por parte de pai ainda mora por lá. Mas mesmo estando já quase 8 anos com ele, ainda não conheço o país. Mais culpa dele que minha, preciso dizer, porque tínhamos tudo acertado para ir ano passado e ele cancelou quando as coisas começaram a ficar instáveis, por sugestão da família de lá que disse que estava muito perigoso. Temos planos de ir esse ano, mas enquanto eu não vou… fico com uma coceirinha de vontade toda vez que alguém vai. Pois a Daniela não só foi, como fez a viagem sozinha em Dezembro de 2011 e conta tudo pra gente nesse relato fresquinho e cheio de detalhes.

Roteiro

Foram 10 dias no total: 2 no Cairo, 4 em cruzeiro pelo Rio Nilo e 4 em cruzeiro pelo Lago Nasser.

Como chegar

De avião até o Cairo, com conexão em Istambul pela Turkish Airlines. Nunca tinha voado com eles e gostei bastante. De avião nos trechos domésticos voei pela Egyptair: Cairo/Luxor, Assuã/Abu Simbel e Assuã/Cairo. O serviço de voo é bem regular. De navio de Luxor até Assuã e de Abul Simbel até Assuã. Se você nunca fez um cruzeiro e tem medo de enjoar no navio, vá tranquilo, pois o cruzeiro é fluvial e praticamente não tem oscilação alguma. Se você for por conta própria, nem pense na idéia de alugar um carro no Cairo: o trânsito é um caos absoluto (jurei nunca mais reclamar do trânsito de São Paulo!). As ruas não têm faixas para os carros, não existe faixa de pedestre e nem semáforo (só vi semáforo na região do aeroporto). É tudo junto e misturado, um querendo passar na frente do outro, congestionamento constante e buzinadas o tempo todo. Praticamente todos os carros têm amassados de batidas (que parecem ser inevitáveis).

Onde se hospedar

No Cairo fiquei no Zoser Pyramids. Optei pelo hotel pela questão de preço, mas não recomendo. Ele já deve ter sido glamouroso um dia, mas hoje não é mais e o café da manhã é muito ruim. Mas tudo bem, foram só 3 noites dormindo nele. (risos) A vantagem desse hotel é que fica a cerca de 15 minutos das pirâmides. O cruzeiro pelo Nilo foi no navio MS TuYa. As instalações e serviços são muito bons, mas a comida, apesar de boa, não varia muito durante os dias. No lago Nasser o cruzeiro foi pelo Movenpick Prince Abbas. Serviços e comidas impecáveis. E os garçons são MUITO simpáticos.

Atrações/Passeios

Após meses de pesquisas optei por comprar um pacote com a Raidho Tour. Como ia sozinha, precisava de uma agência para dar suporte logístico num país de cultura tão diferente do nosso, onde mulheres sozinhas não são muito “bem vistas”. Além disso, como o Egito era um grande sonho meu, eu queria ver o máximo de coisas possíveis e a Raidho Tour foi a única agência que encontrei que fazia pacotes que contemplavam somente o Egito. Todas as demais faziam combo do tipo Egito + Turquia; Egito + Israel e outros, todos com menos foco no que eu pretendia. O atendimento da Raidho Tour foi ótimo e o receptivo local, a El Tarek Travel também foi muito bom. Os guias foram hiper atenciosos, e durante a viagem fica uma pessoa da agência “responsável” por você, para qualquer coisa que precisar. Sempre bom para uma emergência qualquer.

Viaje com internet no seu celular

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O roteiro contemplou os seguintes lugares:

Pirâmides de Gizé (Keops, Kefren e Mikerinos) e Esfinge (cidade de Gizé):  compõe o principal marco do Egito e a pirâmide de Keops é a única sobrevivente das “Sete Maravilhas do Mundo Antigo”. São visita obrigatória. Confesso que por mais que tenha ouvido falar sobre as pirâmides e o quão “dentro da cidade” elas estão, ver com meus próprios olhos me chocou um pouco! Mas chocados mesmo ficamos aos pés dessas maravilhas! É impressionante observar os blocos de sua construção e toda a grandiosidade. Fiz a visita à parte interna da terceira pirâmide (a menor delas) – Mikerinos. Não achei claustrofóbico como dizem: descemos levemente abaixados por uma rampa de aproximadamente 30 metros de cumprimento, mas ela não é tão estreita (dá para passar duas pessoas) e visitamos três pequenas salas lá dentro. As pirâmides não possuem relevos e nem pinturas no seu interior. Não tenho foto da entrada porque não podemos entrar com câmeras. A Esfinge me surpreendeu pelo seu tamanho, pois eu a imaginava muito maior. Esculpida em uma única rocha hoje começa a ser restaurada na sua base (dizem que sofre uma erosão subterrânea provocada pelos lençóis freáticos). À noite existe um show de luzes e som aos pés da esfinge, com as pirâmides ao fundo (não fazia parte do pacote da Raidho). O show é apresentado em inglês e eles fornecem fones de ouvido em outros idiomas para acompanhar a história. Tem gente que acha meio brega, mas eu achei bem bonito e claro, é uma oportunidade única de ver as pirâmides e a esfinge iluminadas de várias maneiras diferentes.

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Esfinge e piramide de Kefren ao fundo

Museu Egípcio do Cairo (cidade de mesmo nome): é fascinante! Eu fiquei embasbacada de ver tudo aquilo. Lamentável na minha opinião é a atenção que é dada ao acervo. Achei tudo muito jogado e carecendo de “plaquinhas explicativas”. Imaginei todo aquele acervo nas mãos dos europeus, no museu fenomenal que não resultaria. Por exemplo, a sala com os tesouros da tumba de Tutankamon, repleta de ouro, não tem praticamente nenhuma segurança. A única coisa é que tem um vidro, uma grade e nada mais. Nenhum sistema de alarme, nenhuma câmera de segurança, nada! Perguntei ao guia se nunca ninguém tentou roubar nada e ele me disse que não! :-o Ah, não visitamos todo o acervo, pois é muita coisa. Outro detalhe: como o museu não dispõe de folheto explicativo, não tem placa junto ao acervo, a presença do guia acompanhando e dando as devidas explicações foi fundamental. Também não visitei a sala das múmias reais. É, visita em grupo tem muitos inconvenientes… Também não se pode entrar com câmera fotográfica no museu e por isso, sem fotos.

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Templo de Karnak (cidade de Luxor): é um grande templo religioso, mantido e ampliado por várias dinastias faraônicas. Segundo o meu Lonely Planet, o templo de Karnak tem quase 1,5 km de largura!!! O que mais me impressionou dentro dele foi a sala hipóstila, que era reservada aos sacerdotes. São 134 gigantescas colunas, todas entalhadas com relevos e com os capitéis em forma de flor de lótus e de papiros (símbolos do Alto e Baixo Egito respectivamente). Originalmente a sala hipóstila tinha um teto. Algumas dessas colunas ainda tem pinturas originais. O templo de Karnak possui uma ligação com o templo de Luxor através da Avenida das Esfinges, com 3 km de extensão, todo margeado por pequenas esfinges dos dois lados. A Avenida das Esfinges era usada uma vez ao ano durante uma festa religiosa, numa espécie de “procissão” entre os dois templos. Foi descoberta recentemente sob ruas e edifícios de Luxor e ainda não está totalmente escavada.

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Detalhe da sala hipostila do templo de Karnak com suas gigantescas colunas

Templo de Luxor (cidade de mesmo nome): outro grande templo religioso que possui configuração arquitetônica semelhante ao templo de Karnak. O curioso desse templo é que junto a ele existe uma mesquita. Essa mesquita foi construída no século XIV quando o templo ainda não tinha sido descoberto. Quando nas escavações o templo foi descoberto, optaram por deixar junto a ele a Mesquita que hoje tem mais de 700 anos! É louco ver os monumentos pagãos e o islâmico juntos no mesmo espaço. Junto ao templo de Karnak também encontramos marcas dos cristãos que estiveram no Egito: existem pinturas cristãs feitas sobre os relevos das paredes.

 

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Estatua de Ramses no templo de Luxor

Vale dos Reis (cidade de Luxor): Cadeia de montanhas também conhecida como “Vale da Morte” pois lá nada cresce onde os faraós eram sepultados. Dizem que hoje já existem 80 tumbas descobertas (mas ainda há mais para descobrir) escavadas nas montanhas. Segundo especulações históricas, os faraós optaram por serem sepultados no vale, abandonando a ideia das pirâmides, para fugir dos saqueadores de tumbas. Porém, o vale possui no seu topo uma forma piramidal natural, assegurando um sepultamento semelhante aos dos faraós ancestrais.  A visitação permite a entrada em algumas tumbas e nós entramos em três delas, escolhidas pelo guia por suas configurações diferentes (não sofri de claustrofobia em nenhuma delas). Aqui nesse lugar foi que tive a certeza de como é bem melhor visitar o Egito na época do inverno. Chegamos ao Vale dos Reis às 6h30 e fazia bastante frio. Entretanto, dentro das tumbas o calor era insuportável, mesmo com a temperatura externa baixa e nas primeiras horas da manhã. Fiquei imaginando aquele lugar sob um sol escaldante, com as montanhas meio esbranquiçadas refletindo o calor do sol. Deve ser um inferno! Não podemos fotografar nada dentro do complexo do Vale dos Reis. Só do portão para fora.

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Vista externa do Vale dos Reis com a montanha em forma de pirâmide a direita

Templo de Hatshepsut (cidade de Luxor): o templo da primeira faraó mulher, que governou por quase 20 anos, tem parte dos seus relevos e pinturas destruídos por seu sucessor (seu filho) que não a reconhecia como regente. O templo está esculpido na outra encosta do Vale dos Reis, parte escavado na rocha, parte edificado. Tem um padrão arquitetônico bem diferente dos demais templos, com 3 andares de terraços.

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Colossos de Memnom (cidade de Luxor): duas estátuas faraônicas que guardavam um templo que já não existe mais (por ter sido construído numa região de alagamento do Nilo). As estátuas não me impressionaram muito, e sua visita não é lá grande coisa. Consiste apenas em ver e nada mais… Atrás das estátuas existe uma grande área de escavações arqueológicas.

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Estátuas-do-Colosso-de-Memnom

Templo de Horus (cidade de Edfu): um dos templos mais recentes e mais bem conservados, dedicado a um dos principais deuses egípcios. O que  diferencia esse templo dos demais é que no seu santuário há uma réplica da barca solar (a barca era usada pelos deuses – lembrando que o faraó era a representação de deus na terra – para fazer a travessia para o outro mundo). Segundo informações, a barca original está em um museu europeu (não me recordo qual). Como os navios de cruzeiro pelo Nilo seguem todos o mesmo roteiro, o traslado do pier até o templo é feito em charretes (MUITAS delas). Há um assédio gigantesco dos charreteiros. Também nesse templo, existe um bazar no caminho da entrada e o assédio dos lojistas é abusivo e incomoda. É quase da base da cotovelada para o turista conseguir passar tanto na entrada como na saída.

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Réplica-da-barca-solar-no-templo-de-Horus

Templo de Kom Ombo (cidade de mesmo nome): conjunto de dois templos simétricos, um dedicado ao deus Sobek e ao deus Haroeris (deus Hórus velho). É o único templo que dedicado a dois deuses diferentes. Outra característica única deste templo é uma parede com relevo de procedimentos médicos, onde estão os instrumentos cirúrgicos utilizados pelos egípcios e a cadeira de parto, usada pelas mulheres nobres.

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Parede-com-relevos-medicos-no-templo-de-Kom-Ombo

Obelisco inacabado (cidade de Assuã): trata-se de uma pedreira de granito vermelho onde um gigantesco obelisco era esculpido na época faraônica quando, por um defeito na rocha, teve que ser abandonado. Esse era para ser o maior obelisco, com quase 42 metros e peso de mais de 1 tonelada. Embora eu considere essa visita desnecessária, é interessante conhecer como eram esculpidos esses obeliscos para darmos ainda mais valor ao trabalho dos egípcios.

Obelisco-inacabado-na-pedreira-de-Assu
Obelisco-inacabado-na-pedreira-de-Assu

Povoado Núbio (cidade de Assuã): esse foi um passeio opcional que não fazia parte do roteiro da Raidho. Depois de um passeio pelo Nilo nas felucas (barcos à vela típicos da região), pegamos um barco a motor para irmos ao povoado Núbio. Os núbios são originários da região de divisa entre o Egito e o Sudão e se diferenciam dos egípcios porque são negros. Esse povoado, aberto para visitação turística, mostra um pouco da vida e costumes deles. Após o desembarque, pegamos um camelo e andamos nele até o povoado. Eu já tinha andado de camelo em Dubai, mas foi só uma voltinha rápida e dessa vez o trajeto era “longo”. Sim, 15 a 20 minutos em cima de um camelo parecem uma eternidade! Mas resolvi abstrair o medo da queda, o desconforto e o cheiro ruim para apreciar a paisagem do Nilo, que nesse pedaço é bem diferente, com muitas rochas e pedaços de verde misturados ao deserto. No povoado eu segurei um crocodilo (é, era um “filhote”, mas bem pesado) e fiz uma tatuagem de henna, típica do povo. Embora esse passeio tenha um quê de “Museu Humano” eu gostei pois ali vivenciamos um outro lado: a paisagem é diferente e os núbios são muito tranquilos e não há assédio aos turistas como nos demais lugares. Pude até ver as lojinhas sem ser incomodada por nenhum vendedor! E isso foi inédito! Hehe

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Povoado-Nubio-passeio-de-camelo-vista-do-Nilo-crocodilos-e-tatoo-de-henna

Lago Nasser: dizem ser o maior lago artificial do mundo, mas não encontrei dados sobre isso. O que importa é que é gigante. Aqui começamos o segundo cruzeiro, na cidade de Abu Simbel e logo de cara percebemos a diferença entre os dois cruzeiros: enquanto no Nilo existem centenas de barcos, aqui existiam apenas três. No Nilo, os navios ficam estacionados uns colados nos outros, e para passarmos de um canto ao outro, vamos cruzando por dentro do saguão dos diferentes navios. Para se ter ideia, no dia que começou o cruzeiro, atravessamos por 7 navios até chegar no nosso e depois, durante o dia, mais outro navio parou ao nosso lado, completando 9 navios emparelhados. No lago Nasser, além de menos muvuca, a paisagem é diferente: não vemos nada de cidade, nada de civilização, com exceção de uns raros casebres nos locais onde existem os templos. A paz impera entre o verde das águas e o marrom do deserto e das montanhas. Outra característica impressionante do local é que quando o lago foi criado, vários templos da região ficaram submersos e os templos que vemos nesse trecho (com exceção de UM), foram todos desmontados (através de uma ação que envolveu vários países) e posteriormente refeitos em outro ponto mais alto, longe da inundação provocada, a fim de preservar o Patrimônio Histórico.

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Amanhecer no Lago Nasser: a primeira paisagem que vi no ano de 2012

Templo de Abu Simbel (cidade de mesmo nome): para quem leu vááários livros do Christian Jacq, estar em frente ao templo de Abu Simbel e constatar que o que você leu na ficção existe realmente, é fantástico. Esse templo é muito grandioso. Na verdade, são dois templos: um do faraó Ramsés II (um dos mais importantes do Egito, que reinou por mais de 60 anos) e de sua grande amada, a Rainha Nefertari (única rainha a ter um templo dedicado a si). Dentro dele eu fiquei de fato emocionada com tudo e me vieram lágrimas aos olhos: as pinturas perfeitas, os relevos sobre a batalha de Kadesh, as estátuas. Dentro do templo, na sala do santuário, existem ainda as quatro estátuas dos Deuses. O incrível daqui é que o templo foi construído de forma tal que ao nascer do sol, seus raios entrassem e iluminassem a sala do santuário. Esse fenômeno acontece duas vezes ao ano: uma na data do aniversário de Ramsés (21 de fevereiro) e outra na data de sua coroação como faraó (21 de outubro). Quando da inundação da região e remoção do templo (meados de 1960), os estudiosos procuraram um lugar para manter esse fenômeno, que acabou sendo alterado apenas em um dia (hoje 22 de fevereiro e 22 de outubro). Essa remoção também é outro aspecto incrível: imaginar aquela grandiosidade sendo removida (com montanha e tudo) me faz cair o queixo! Nesse templo também existe à noite um show de luzes e som (que fazia parte do pacote da Raidho). Mais uma vez, fantástico!

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    Entrada-do-templo-de-Ramses-II-em-Abu-Simbel

Templo de Amada (cidade de mesmo nome): o templo em si é pequeno e menos significativo. O que chama a atenção nesse local são as pinturas que foram feitas em uma camada de gesso e não diretamente na rocha, como nos demais. Por essa razão, quando da inundação do lago Nasser e sua remoção, ele teve que ser removido por INTEIRO, sem ser cortado, pois o corte danificaria as pinturas no gesso.

Pinturas-dentro-do-templo-de-Amada
Pinturas-dentro-do-templo-de-Amada

Templo de Wadi El Sebou, templo de Dakka, templo de Kalabsha, templo de Biet el Wali: templos menores e menos importantes. Alguns deles são significativos por guardarem registros únicos, como o da Deusa amamentando o faraó.

Avenida-de-Esfinges-no-templo-de-Wadi-el-Sebou
Avenida-de-Esfinges-no-templo-de-Wadi-el-Sebou

Bairro Copto e Mesquita de Alabastro (cidade do Cairo): visitas opcionais, que não faziam parte do roteiro da Raidho Tour. O bairro Copto é o bairro cristão da cidade, onde existem várias igrejas ortodoxas e muita história religiosa. Porém, acho que a visita não foi bem explorada pelo guia e acabei não gostando muito. A Mesquita de Alabastro é uma das mais famosas do Cairo, também conhecida como “Mesquita de  Mohammed Ali”. É um lugar muito bonito também, mas que também considerei pouco explorado pelo guia. Acredito que o bairro copto e a cidadela devem ser feitos em dias diferentes e nós fizemos os dois em uma única manhã (é, outro inconveniente das visitas em grupo!).

Mesquita-de-Alabastro
Mesquita-de-Alabastro

Onde comprar

Em todos os templos e locais turísticos existem pessoas vendendo souvenirs, roupas típicas e afins. Uns locais mais bem organizados, com lojinhas e outros menos organizados, com banquinhas montadas. Eu me dei mal nesse quesito, porque no dia que cheguei no Egito havia combinado com o guia que me recebeu (o que era meu “responsável”) que no meu último dia, que seria meu dia livre, iria ao bairro Copto na parte da tarde e eu subentendi que esse passeio incluiria o famoso mercado Khan el-Khalili, que já sabia ficar na região. E nessa certeza, não comprei muitas coisas porque pensava “para quê carregar peso agora? Depois vejo no Khan el-Khalili”. Porém, no último dia o guia disse que a agência não permite que os guias acompanhem os turistas ao mercado (não me deu maiores detalhes). Nisso, eu voltei sem comprar as famosas lembrancinhas para muitas pessoas da família e amigos, porque minha experiência mercantil anterior e o relato de outras pessoas que conheci, me desencorajaram de ir sozinha até lá. Cuidado com o troco: muitas vezes ele pode desaparecer e só reaparecer após o guia falar em árabe com o vendedor. Uma dica: mostre quanto vai dar e só entregue seu dinheiro quando o troco já estiver separado. Um detalhe sobre compras: embora exista a famosa barganha no ato da compra, a redução de preços não é como eu li. Não sei se pela falta de turistas ou o quê, mas os vendedores não baixavam muito os preços (e olha que eu aprendi as manhas do regateio quando estive em Bali!!). O assédio abusivo dos vendedores nos locais turísticos também contribuiu para me afastar um pouco deles. Conversando com outros turistas que conheci, descobri que com eles a sensação era a mesma, de forma tal que voltamos com os bolsos bem cheinhos para gastar no Duty-Free :-) Ah, um detalhe: o Duty Free de Istambul é maravilhoso e tem uma lojinha, com produtos típicos da Turquia. Bem legal!

Imperdível

Pirâmides, templo de Karnak e templo de Abul Simbel.

O-quao-dentro-da-cidade-as-piramides-esta
O-quao-dentro-da-cidade-as-piramides-esta

Furada

A revolução estava bem calma, a Praça Tahir somente com meia dúzia de pessoas acampadas e sem qualquer clima hostil. Eu não tive nenhum perrengue, mas várias vezes agradeci por estar com o guia ao meu lado! Algumas vezes me senti observada demais por ser mulher e estar sozinha e isso me fez cometer algumas mentiras como a que contei para o receptivo no aeroporto de Luxor (tive que esperar as pessoas que chegavam num voo 1 hora depois do meu). Ele me perguntava se eu estava sozinha, se não tinha marido, aí eu, cenograficamente, baixei os olhos, triste e respondi “ele morreu” pondo um ponto final na conversa! Depois, na volta do Cairo conheci um brasileiro que também viajava sozinho e contando sobre isso, ele me disse que apesar de ser homem, sofreu com a mesma coisa e que inventou que era divorciado e tinha duas filhas! São as “mentiras de sobrevivência”! Hahaha

Não repetiria jamais

Eu repetiria TUDO! (menos ficar sem comprar nas barraquinhas!)

O que me incomodou

Fora o assédio dos comerciantes, uma coisa que me deixava incomodada era a presença de detector de metais na entrada de todos os lugares (e alguns acrescido de raio X para as bolsas) e a presença de policiais sempre fortemente armados. Inclusive no deserto, ao visitarmos os templos do lago Nasser, sempre tinham policiais com grandes armas. Intrigada perguntei o motivo da presença daqueles homens ao guia e ele me disse que eles eram a proteção dos turistas. Disse que após o atentado em Luxor, na década de 90, que o governo tem essa medida de prevenção. Ok, então, né?! Fiquei mais aliviada que era para me proteger e não para me intimidar! (risos) Um outro ponto que me incomodou é a política da gorjeta. Não falo dos cruzeiros, pois sei que é prática, mas acho que essa coisa de dar gorjeta para tudo enche o saco. Conheci uma família de espanhóis que recebeu ajuda para atravessar um cruzamento no Cairo e ao final, a pessoa pediu uma gorjeta por isso. Cadê a espontaneidade e a boa vontade para com o outro, minha gente?!

Se eu pudesse planejar de novo, o que eu faria

Ficaria mais dias. Queria ter conhecido Alexandria e ter ido ao  Khan el-Khalili, mas Alexandria não estava no pacote e a questão de estar sozinha, como citado no início do relato pesou. Também fiquei com vontade de conhecer a parte dos desertos, como o Deserto Branco, mas é um roteiro completamente diferente.

Avenida-das-Esfinges-ligando-Karnak-a-Luxor
Avenida-das-Esfinges-ligando-Karnak-a-Luxor

 

Indicado para

Quem gosta de história e de conhecer culturas diferentes. Apesar de ver um número considerável de crianças nos locais, acho que para crianças deve ser muito cansativo. Não indicado para quem tem problemas em levantar cedo, pois quase todos os dias as saídas eram bem cedinho! Ah, e mesmo que você tenha lido muito sobre os locais, sobre a história e mitologia egípcia, considero a presença de um bom guia local fundamental para que os relevos, as pinturas e os templos façam sentido. Ver por ver, sem contexto pode ser bonito, mas não se torna significativo (essa é minha humilde opinão).

Informações Úteis

Moeda: Uma libra egícia (pound) equivalia a U$ 6,00.

Internet: No hotel do Cairo sei que tinha internet, mas não fui atrás para ver senha nem nada, porque minhas noites no Cairo sempre foram de exaustão física e muito sono. No cruzeiro pelo Rio Nilo todos os navios oferecem internet por satélite a um preço salgadinho: U$ 10 a hora. Achei bem caro e por isso contratei somente uma hora, suficiente para mandar email pra família e avisar que estava viva. No cruzeiro pelo lago Nasser eu acho que não existia internet. Digo “acho” pois não fui atrás, mas também não vi o aparelho receptor de satélite e nem nenhuma pessoa com notebook e afins.

Custo: a viagem com a Raidho saiu por R$ 8400,00 com passagem aérea pela Turskish Airlines (você que opta por qual empresa quer ir), taxa de embarque, hospedagem com café da manhã no Cairo, hospedagem nos navios com pensão completa, ingresso para todos os locais visitados, passagens aéreas locais, traslados para todos lugares, seguro saúde e guia em todos lugares falando espanhol. Vale ressaltar que pacotes “individuais” sempre custam mais e que eu também fechei a viagem na semana que o dólar teve a maior alta :-( . Em despesas extras – gorjetas gordinhas para os guias, gorjetas em geral, despesas no navio, passeios opcionais e compras – gastei cerca de U$ 700,00.

Entrada no país: exigem um visto on arrival, que nada mais é do que uma etiqueta autocolante que vc compra em qualquer casa de câmbio antes de passar pela imigração. Oficialmente exige-se também uma foto atual (3×4 ou 5×7) para o visto e a apresentação da carteira internacional de vacinas contra febre amarela, mas ninguém me pediu nada disso. Apenas comprei o visto, colei no passaporte e só. Na imigração mal olharam seu passaporte e mal olharam pra minha cara (o que achei interessante é que os receptivos das agências não te esperam na área de desembarque final e sim nos corredores antes da imigração. Isso me deu mais segurança, pois tinha relatos de conhecidos que chegaram e não encontraram receptivo no local como prometido).  Na saída do país a mulher da imigração olhou mais o passaporte do que na entrada.


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12 COMENTÁRIOS

  1. Daniela, Estão lindas as fotos.
    Quando você foi? Estou com minha viagem ao Egito marcada para dia 10 de Julho. Estou com muito medo da situação política. Você teria algum conselho, quando você foi estava tendo manifestações , como foi?

    Agradeço desde já.
    Juliana

  2. Muito bom Daniela, encontrei esta página por acaso e gostei muito do seu post! Parabêns pela bela viagem.Eu sempre quis conhecer o Egito e um dia ainda vou lá! 🙂

  3. Oi ! Gostaria te ir para o egito com a herus viagens,tenho medo de não ser uma empresa séria !e eu não tenho experiência co viagens.me falaram para não pagar 30 %da viagem. Você poderia me ajudar
    Obrigada

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