Eu Moro Onde Você Passa Férias: Como Pedir Dicas de Viagem

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Viajar para uma cidade onde você tem amigos é bom demais não é mesmo? Contar com ajuda de alguém local, pedir dicas e até ver a cidade com alguém que conhece os cantinhos pode tornar a viagem muito mais interessante. Mas e quando isso se transforma numa tremenda saia justa? Outro dia a Maffalda (@maffalda ) que já morou aqui em Washington DC e está de volta ao Rio de Janeiro, estava contando no twitter as experiências dela e o papo estava tão bom que eu pedi para ela elaborar um pouquinho e contar pra gente num post e dar uma dicas. Veja se você se identifica com um lado ou com o outro.

Quero viajar muito pelo mundo. Espero poder contar com as dicas de quem já viajou para os lugares que eu escolher, e me hospedar nas casas dos meus amigos que estão espalhados em tantas cidades pelo mundo.

Enquanto isso não acontece, eu fico aqui na outra ponta da história. Moro no Rio há cinco anos e sempre recebo e-mails de amigos e conhecidos pedindo dicas, querendo marcar um café, ou perguntando sobre hospedagem. Confesso até que fico meio desapontada quando fico sabendo que alguém querido veio ao Rio e não me avisou.

Mas no meio de vários encontros felizes, comecei a perceber que acontecem algumas saias justas e mal-entendidos. Um exemplo? Outro dia um amigo me pediu ajuda para a amiga dele (americana) que vinha para o Rio. A mensagem dela para ele era assim:

“Eu queria te perguntar se você tem algum contato para hospedagem, amigos ou conhecidos para guiar tours, ou qualquer pessoa interessada em me mostrar a cidade. Eu confio em você e achei bom perguntar.”

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Só faltou a moça pedir para ser carregada no colo! Além de parecer muito folgada, a mensagem é completamente vaga!

 

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Em Santa Teresa com a iraniana Azy

 

Primeiro pesquise, depois pergunte. Há vários guias online, e até roteiros prontos com as principais atrações para 1, 3 ou 5 dias. Também é bom ler blogs. Lendo os ótimos blogs de viagem (como este!) que existem por aí, você vai começar a perceber quais têm mais a ver com o seu gosto e estilo de viajar.

Aí sim comece a escrever para os amigos e conhecidos. Faça perguntas específicas, na medida do possível. Por exemplo:

– Quais são os bairros mais baratos para eu me hospedar?
– Queria me hospedar perto de um determinado ponto, você sabe de algum hotel legal por ali? (Mas saiba que, em geral, as pessoas não entendem muito de hotel na sua própria cidade.)
– Estou indo com crianças, tem alguma atração que você ache especialmente bacana?
– Conhece algum restaurante vegetariano?

 

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Em Buzios com a iraniana Azy

 

Já para marcar um encontro, achei legal um casal que estava vindo para um cruzeiro e me escreveu bem objetivamente:

“Vamos chegar na sexta ao navio, mas devemos chegar cansados. No sábado estamos livres à tarde. Se você estiver disponível, podemos nos encontrar no pier Mauá e ir de táxi a algum lugar em Ipanema.”

Para mim foi fácil, escolhi um lugar para levá-los e confirmei. Sugira algumas datas e deixe a pessoa escolher – lembre-se de que é você que está de férias, não eles! Por isso também há outras considerações a fazer: uma pessoa que mora na cidade que você está visitando provavelmente não vai querer ir a um programa turístico super batido, nem a um lugar caro, longe, ou enfrentar uma noitada num dia de semana.

Do lado de cá, já desenvolvi um procedimento padrão para quando me pedem informações. Tenho um texto pronto em que digo quais são os meus passeios e atrações favoritos no Rio, ofereço sempre meu telefone e skype para esclarecer dúvidas. Dependendo de quão amiga é a pessoa, dou também o endereço, para facilitar encontros. Para os mais chegados, ofereço um espacinho na quitinete! E também sou bastante específica quanto à minha disponibilidade, para não haver desencontros.

Afinal, viajar é lindo, e encontrar os amigos mais ainda!


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Claudia Beatriz trocou as praias do Rio de Janeiro pela vizinhança da Casa Branca em Washington DC em 2004 e se mudou em 2014 para Orlando, onde vive atualmente. Apaixonada por Viagens e Fotografia, criou esse blog e a revista Aprendiz de Viajante. Quando não está escrevendo sobre viagens ou fotografando, a “nerd confessa” dá consultoria, treinamento e escreve sobre tecnologia, gerenciamento de conteúdo e mídias sociais.

16 COMENTÁRIOS

  1. Fantástico! Passo pela mesma coisa, e já cansei de gente folgada. São 9 anos de experiência,rs. Tenho alguns roteiros prontos que adapto dependendo de quem pede. Antes enviava para qualquer um que pedisse ajuda, hoje só recebe quem merece e é meu amigo, afinal de contas tem gente que vive disso. Quando me enviam a frase clássica: você conhece um lugar baratinho para se hospedar? Claro que não, eu moro aqui pô! Mando o link do booking.com Já passei por muitas. Inclusive um colega que eu estava disposta a receber em casa mas não pude pois já tinha visita. A pessoa não ganhou o hotel de graça então veio aqui e nem me procurou. Nem agradeceu as várias dicas que mandei. Chato demais. Hoje quem é sem noção comigo ganha o mesmo de volta. E a partir de agora vai ganhar um link para este post também, hahaha.

  2. Ótimo! Pesquisar antes de perguntar é fundamental! Moro em Buenos Aires e uma vez uma desconhecida me escreveu perguntando O QUE TEM PRA FAZER NA ARGENTINA. Oi? Odeio que me perguntem coisas como o clima e a taxa de câmbio, que se acham facilmente na Internet. Também acho chato quando acham que você sabe TUDO da cidade porque mora nela, tipos “como assim vc não sabe onde tem um curso de introdução às bases do ecossistema patagônico em Buenos Aires?”

    Mas eu gosto de receber amigos e parente na cidade e passear com eles – só fico me sentindo culpada quando levo num restaurante e não tá bom!

    • Teve uma moça que me alugou *muito*, ela entrava no gtalk e perguntava até o itinerário dos ônibus, uma chateação sem fim, quase expliquei que não era a mãe dela! Mas deixei pra lá…

      Em compensação tive uns amigos visitando durante o carnaval que foram as visitas perfeitas, ficaram aqui em casa e não me deram trabalho nenhum.

  3. Pois é, também acho super complicado isso. A vida de quem mora na cidade é muito diferente da vida de turista. Detalhes como câmbio e hotéis, às vezes fica bem difícil opinar, assim como alocar espaço na agenda para fazer tour com o pessoal. Mas, também deixo meu guiazinho de lugares que o pessoal não pode deixar de ir quando vier a Brasília e quando tenho disponibilidade, vou num boa dar uma volta pela cidade, até porque a gente fica entretido no dia a dia e acaba nem conhecendo a própria cidade. Acaba sendo uma lição pra gente. Rsss

    • Wesley, aqui no Rio eu gosto de ir em lugares tipo o Forte de Copacabana, que eu sei que curto e vou aproveitar o passeio. Tem uns outros programas feito as boates mais turísticas da Lapa que eu passo sempre que posso. 😉

      • Maffalda, no Rio deve ser uma maravilha dar dicas da cidade, só tem lugar lindo aí. Aqui em Brasília, até que gosto de fazer o basicão de ir nos monumentos, Torre de TV, Lago Paranoá, sem problemas, desde que a pessoa não seja mala. Tem coisas que tem na cidade que só descobri que tinha mostrando para amigos visitantes. Rssss. E olha que trabalho ao lado do local que descobri.

  4. eu já fui beem mais paciente e hoje em dia faço isso, passo links de posts de vários blogs. tem as pessoas específicas, que querem saber por exemplo se criança entra em pub, o que eu acho uma pergunta válida, e tem quem queira tudo super mastigado, aí não dá! parece que somos o google não é mesmo? ; )

  5. Adorei o texto Maffalda, como vivo em Toronto, são menos pessoas que me escrevem dizendo que estão vindo passear por aqui, mas também fico na maior saia justa quando o assunto é hospedagem… a gente mora aqui e não fica em hotel, né? (risos).
    Abs

    • Perguntar sobre hospedagem é delicadíssimo, porque às vezes paira a dúvida se é uma pergunta sincera ou o famoso joão-sem-braço. Seria melhor a pessoa perguntar direto, seria mais honesto.

  6. Adorei o post! O tema realmente é polêmico! Kakakakak

    Adoro ser guia dos amigos que visitam minha cidade e se pudesse os receberia em minha casa, mas não dá porque moro com outras pessoas, fica complicado.

    Acho que é super válido perguntar coisas que a pessoa não sabe, mas tem algumas regrinhas de etiqueta que são básicas, na minha opinião:

    – A pessoa que você está ‘alugando’ não está de férias, então atenção quando fizer programação com ela.

    – Pergunte coisas específicas, ser genérico é fazer o outro ter muito trabalho para te ajudar.

    – Não queira a companhia do outro para programas batidos ou caros demais na cidade dela. Deixe o ‘local’ escolher o que ele quer fazer contigo.

    Respeitado essas regrinhas todos são muito bem vindos e podem me alugar o quanto quiserem!

  7. Eu recomendo quando vierem ao Rio que visitem a Pedra do Sal, o berço do samba. Eu moro aqui e sou a favor do turismo alternativo. Conhecer aqueles lugares desconhecidos…eu amo o Rio…sou um morador da cidade, mas um turista também.

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