Diário do Kilimanjaro #8: roupas e equipamentos que eu usei

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Fazer as malas para uma viagem de aventura como o Kilimanjaro é bem diferente do que qualquer outra viagem. São ítens e mais ítens essenciais que facilitam a vida durante a expedição, e um gasto “extra” bem significativo caso você tenha que comprar tudo de uma vez. É muito fácil encontrar a lista de roupas e equipamentos necessários nos sites das agências especializadas e também nos guias, e a primeira reação que temos ao ver a quantidade de coisas é pensar “ah, não preciso de tudo isso”. Precisa sim! 

*****Leia aqui todos os posts sobre o Kilimanjaro*****

Claro que pode ter um equipamento ou outro que você acabe não utilizando, mas é arriscado demais não levar. Por exemplo, capas de chuva para as mochilas pessoais: nós não precisamos porque não pegamos chuva nenhum dia, mas demos muita sorte. 

Kilimanjaro
Pausa durante o trekking: reparem que todo mundo está de gorro ou chapéu ou boné

A gente já tinha algumas coisas, principalmente roupas para atividades outdoor, por causa das nossas viagens para o País de Gales e mais recentemente os hikings que começamos a fazer pelo interior da Inglaterra. Mas ainda assim adquirimos várias coisas nos meses que antecederam a viagem pro Kilimanjaro. Quase todo final de semana durante uns três meses a gente ia nas lojas especializadas nesse tipo de roupa e equipamento, sempre tinha uma coisinha pra pesquisar preço ou pra comprar. 

Bom, como eu falei, a coisa mais fácil é achar na internet a lista completa de ítens (aqui está o link para a lista que a Morgado Expedições recomenda), mas eu vou escrever aqui tudo que eu e o Martin levamos. Como fizemos as nossas malas, o que usamos mais, o que quase não saiu da duffle bag e o que faltou comprar. 

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Roupas:

  • Uma camiseta por dia de expedição: o trekking do Kilimanjaro tem muita poeira, então é bom contar com uma por dia. Em dias menos puxados até da pra repetir a mesma, mas sempre bom ter uma sobrando. Tem gente que prefere usar camiseta drifit, de tecido de corrida, mas eu optei por camisetas de algodão mesmo. Já que ia trocar todo dia, queria um tecido mais macio e confortável.
  • Dois tops: para as mulheres, em vez de sutiã, leve top esportivo. Eu usei dois.
  • Anorak/Corta vento: essa jaqueta tem que sempre estar na mochila, caso comece a chover. Ela tem que ser larguinha, pra poder acomodar outras eventuais camadas que estejam por baixo
Kilimanjaro
Com a jaqueta de penas fina e o anorak por cima. E a faixa sempre na cabeça!
  • Blusa de fleece: tipo um moletom, pra colocar por cima da camiseta quando faz frio
  • Jaqueta de penas fina ou jaqueta de fleece grosso: mais uma camada para o frio, eu usei a Ultra Light Down da Uniqlo por cima do fleece
  • Jaqueta de penas grossa: essa provavelmente você só usará no dia do cume, porque ela é beeem quentinha. Mas tem que levar, porque faz muito frio na madrugada da subida (nós pegamos -7.5, o que foi considerado moderado, pode fazer ainda mais frio). Essa jaqueta vai por cima de todas as outras camadas. Então ela tem que ser larguinha, porque você vai ter umas 4 ou 5 camadas por baixo dela.
  • Calça de trekking: melhor que seja impermeável e com muitos bolsos. A minha câmera fotográfica ficava sempre em um dos bolsos.
Nessa foto estou com a jaqueta de penas fina por cima de uma camiseta normal. Também dá pra ver a pochete.
  • Calça de trekking com forro: essencial para a noite/dia de avanço ao cume. Impermeável e com forro de fleece, bem quentinha para o frio da madrugada.
  • Calça segunda pele: também para a noite/dia de cume. Quem é muito friorento ainda é recomendado que coloque uma terceira camada, mas eu achei muito. Usei uma meia calça de lã por baixo da calça de trekking com forro e achei suficiente. Meu marido usou apenas a calça de trekking com forro, porque ele não sente frio nas pernas. Mas muita gente na expedição colocou uma terceira camada. Então tudo depende da sua tolerência ao frio.

Foto acima: no cume, já tinha tirado o casaco de penas grosso e a luva de montanha. Estava usando camiseta + fleece + casaco de penas fino. Calça de trekking com forro, meia calça de lã, gaiters e gorro.

Acessórios:

  • Óculos de sol: acho que só tirava meus óculos quando escurecia. Eu sou muito sensível a claridade, e mesmo quando a gente passava por uma nuvem, era muito claro. Usei um óculos da marca Hawkers (esse aqui) que adoro, é leve, aguenta o tranco, barato e fácil de lavar. 
  • Boné e/ou faixa para o cabelo: eu levei os dois, mas usei o boné apenas por algumas horas no primeiro dia, a faixa de tecido, bem larga, foi muito mais útil. Essa faixa é o buff, que pode ser usado para proteger o pescoço ou usado na cabeça de várias formas. Ela protege as orelhas e também o couro cabeludo (o sol é forte, é preciso ter algo na cabeça). Eu achei o boné muito quente, mas aí vai da preferência de cada um.
Minha inseparável faixa. Reparem que o Martin usa o buff dele no pescoço, que também é ótimo para proteger do sol e da poeira
  • Gorro para montanha: não basta ser um gorro de lã, o ideal é que tenha forro de fleece, também para ser usado no avanço ao cume. Eu também usei o gorro nos acampamentos, quando estávamos acima de 4 mil metros. Fica muito frio muito rápido!
Gorros de lã com forro de fleece
  • Luvas: leve dois pares de luvas. Uma mais fina, que é um “liner” pra ser usada a noite nos acampamentos e também pra ser a primeira cama na noite do cume. Por cima da luva liner vai a luva de montanha, apropriada para temperaturas baixas e para atividades outdoor. A minha era de couro e pele de carneiro por dentro, bem quentinha. Usei as duas luvas no avanço ao cume e ainda senti frio nas mãos, então vale a pena gastar mais nesse item.
  • Buff de fleece ou lã: para o pescoço na noite do cume. 
  • Botas de trekking/montanha e meias apropriadas: a bota é o item mais importante de toda lista de equipamentos. Ela tem que ser de cano alto, pra proteger o tornozelo. O ideal é que seja impermeável e quentinha por dentro. Você vai usar essa bota todo santo dia, quase não vai tirar, então pesquise e compre com cuidado. Use bastante antes da viagem, de preferência com as meias grossas apropriadas para trekking. Eu tinha 3 pares de meias, levei também a meia mais fina, que e o “liner”, mas acabei não usando (não me adaptei).
Minhas botas ainda novinhas!
  • Gaiters: outra coisa que você vai usar apenas no dia do cume, mas que faz mega diferença. Os gaiters são tipo umas capas para a calça e as botas, para impedir que entre poeira/terra/lama/neve por baixo da calça. Eles são essenciais para a descida, pois a gente desce uma parte pós cume que é tipo uma duna, você vai praticamente esquiando em “areia”. Sem os gaiters entra essa areia até as coxas! 
  • Papete: não levei e me arrependi muito, muito mesmo. A papete é ótima pra usar quando estiver no acampamento, com meias. Bem melhor do que ficar com as botas, pois dá um descanso para os pés. Eu levei chinelo, erro de amadora! A noite fica frio pra ficar com o pé de fora, e chinelo com meia é ruim pra caramba (fora que o terreno é sempre empoeirado e tem pedras, não é apropriado pra chinelo). Deixe seu preconceito de lado e compre um par de papetes. 

Equipamentos:

  • Mochila: lembre-se que a mochila que você vai carregar durante o trekking tem que ter apenas o que você usa durante o dia (câmera, power bank, lanchinhos, água, lencinhos/papel higiênico, saquinho para papel sujo, álcool gel, óculos de sol, jaqueta impermeável, filtro solar). Então ela não precisa ser muito grande. A minha era aquela basicona, de 40 litros. Isso porque eu segui a dica da Dri Miller e comprei uma pochete. Sim sim, uma pochete! E foi a melhor dica. Na pochete eu colocava meu cantil de água, os lanchinhos, o óculos de sol (quando não estava usando, claro), filtro solar, álcool gel e câmera. Aí na mochila ficava apenas o power bank, papel higiênico, saquinho e a jaqueta extra, caso começasse a chover. Foi uma maravilha não ter que parar, tirar a mochila, abrir a mochila toda hora. Precisa do filtro solar? Pronto, já estava ali. Beber água? Nem precisava parar. Foi ótimo, a melhor compra que fiz para essa viagem. 
No último dia eu estava tão cansada que não carreguei mochila. Coloquei o básico do básico na pochete (estão vendo que até a jaqueta está pendurada nela?), minha salvadora! Também dá pra ver meu cantil de água (azul) na lateral da pochete
  • Capa impermeável para a mochila: como falei lá no comeco do post, nós não pegamos chuva. Mas tem que levar! Imagina se começa a chover e tudo que está na mochila fica molhado? Algumas mochilas já vem com a capa guardada em um compartimento no fundo, outras não. 
  • Duffle bag: é a sua mala. Onde vai tudo, roupas, saco de dormir, e tudo que você só precisa no acampamento. Os carregadores que levam, e cada duffle bag não pode ter mais do que 15kg. Importante: é bom colocar tudo em saquinhos dentro da duffle bag. Por exemplo, todas as camisetas em um saco, todas as calcinhas em outro, o pijama em outro. Tanto para evitar que molhem (ainda que os carregadores coloquem as duffles dentro de um outro saco) como para facilitar sua vida dentro da barraca. Vai por mim, o espaço é suoper pequeno e tudo fica muito bagunçado muito rápido. 
  • Bastões de caminhada: desde que começamos a fazer viagens para o País de Gales e consequentemente fazer caminhadas ao ar livre e subir montanhas, temos discutido se devíamos ou não comprar os bastões. Então, quando fomos para o Ben Nevis, na Escócia, sentimos MUITO a falta dos bastões. Finalmente compramos esse ano, e acho que não teria conseguido fazer o Kilimanjaro sem eles. Foi uma mega master ajuda, tanto na subida quanto na descida. Primeiro porque é bom ficar mexendo os braços, segundo que você transfere um pouco o peso pra eles e livra os joelhos. E em muitos pontos é preciso subir em pedras ou passar partes mais escorregadias, e o apoio dos bastões da muita confiança. A descida do cume então é impossível fazer sem eles!
Nessa foto dá pra ver bem os bastões de caminhada. Usei todos os dias, o tempo inteiro. A altura é regulável, e tem que ser diferente na subida (mais baixo) e na descida (mais alto). A única coisa que eu não continuei usando foi o boné (o buff, que na foto está no pescoço, foi pra cabeça e assim ficou!)
  • Saco de dormir e liner: eu decidi comprar saco de dormir porque quero fazer mais viagens de aventura, mas não é necessário comprar. Você pode alugar, quase todas as agências oferecem esse serviço. O saco de dormir tem que ser para temperaturas de até -15 graus. Como não chegamos a pegar tanto frio, teve noites que eu passei calor e abri todo o zíper pra dar uma refrescada. O liner é tipo um leçol, uma camada a mais entre você e o saco de dormir. Bom comprar principalmente se você for alugar o saco, já que não dá pra saber se está bem lavadinho e quantas pessoas usaram antes.
Martin no saco de dormir dele! Iluminado pela minha lanterna de cabeça : )
  • Colchonete inflável: eu levei, mas não usei (meu marido usou). Minha agência forneceu, juntamente com as barracas, uns colchõezinhos de espuma, que pra mim foi o suficiente. Usei o colchonete inflável um dia pra fazer se fazia diferença e pra mim não fez. Acabou sendo um peso extra na duffle bag. 
  • Cantil de água: temos que tomar 4 litros de água por dia. Mas é necessário que você cheque com a sua agência como é feito o fornecimento de água na sua expedição. Há expedições em que os 4 litros são distribuídos pela manhã, e você precisa ter vários cantis pra ir tomando ao longo dia (nesse caso a água é fervida). No nosso caso, como já contei nesse post, foi diferente. Tínhamos água filtrada pela manhã, almoço e quando chegávamos no acampamento (o tempo todo). Ou seja, um cantil de 1 litro já servia. Para o avanço ao cume eles recomendam levar 2 cantis de 1 litro. Eu tinha um de 750ml e outro de 1 litro. O problema era que o grande, de 1 litro, era garrafa térmica. Muito muito pesada! Me arrependi demais de levar uma térmica, porque realmente não precisa. Como a gente toma água e repõe o tempo todo, ela não chega a ficar quente. E a térmica me atrapalhou demais na subida ao cume, parecia uma pedra de 10 kg depois de 8 horas de caminhada. 
  • Lanternas de cabeça: não apenas é usada durante todo avanço ao cume, o qual é feito noite adentro, como também nos acampamentos. O sol se põe la pelas 18, 18:30, então você vai precisar. Seja pra ir da barraca refeitório até a sua barraca depois da janta, pra ir no banheiro de madrugada ou até mesmo pra fazer xixi dentro da barraca (na garrafa). É preciso “acender a luz” pra achar os apetrechos lá dentro. 
Dentro da barraca, com a minha lanterna de cabeça.
  • Toalhas: apesar de você não tomar banho (mas veja nesse post que nossa expedição teve um dia de banho de caneca), todas as manhãs ganha uma bacia com água quente para rosto, braços (ou o corpo inteiro se quiser, você que sabe o que faz com a água). É bom ter essas toalhas de secagem rápida. 
  • Garrafa para fazer xixi e funil: pra fazer xixi de madrugada sem precisar ir no banheiro (como eu já contei nesse post). Eu não levei funil e me arrependi, precisei fazer um com uma garrafa pet. 
  • Baterias, pilhas, câmeras, power bank,etc: leve pilhas extras para as lanternas de cabeça e o que for necessário para carregar a máquina fotográfica.
  • Higiene pessoal e alimentação: já falei sobre esse assunto nesse post aqui, mas não custa reforçar. Leve papel higiênico e lencinhos umedecidos (os lencinhos servem para “tomar banho” também), shampoo seco, desodorante, álcool gel (sempre a mão), e o que você achar que vai precisar (ou que pode carregar) pra te ajudar na higiene. Também é bom levar creminhos caso você machuque o pé ou tenha bolhas. Para alimentação, leve lanchinhos (barrinhas, chocolates, balas, castanhas, amendoim) para comer entre as refeições. 

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3 COMENTÁRIOS

  1. Realmente é bastante equipamento de uma vez. Mas agora fica mais tranqüilo para as próximas aventuras! Já têm um ótimo arsenal para outros trekkings.
    O Buff que eu entenda é de tecido sintético e não algodão, para evitar que fique molhado com o suor. Algodão retém umidade por mais tempo enquanto que poliéster/material sintético seca antes. Bem, isso pra quem sua bastante. E pochete é vida!

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