Lua de mel na Europa by Bel

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discoverycove

Para inaugurar a série de blogueir@s convidad@s aqui no site, apresento a Bel, blogueira veterana, que além de manter o blog Deixo Ler criou também o “Lua de Mel na Europa” para relatar os 25 dias que ela passou por lá. Um agradecimento especial a Jady, que ajudou na dificil tarefa de escolha das fotos entre as milhares que a Bel tirou durante a viagem. Com a palavra, Bel:

A idéia da Lua-de-mel em Paris vem desde agosto de 2008. Marido (na época, Namorado) já me pediu em casamento oferecendo a viagem em troca da festa de casamento.

Torre Eiffel – Paris

Planejamos um bocado e finalmente, o sonho se tornou realidade: 25 dias na Europa. França – afinal de contas, Paris era o foco inicial – Inglaterra, Itália, Espanha só de passagem e Portugal.

Quando começamos a planejar, vi que a Sílvia fazia um Guia Personalizado, focado para as nossas necessidades, para os lugares que desejávamos e quanto pretendíamos gastar.Acho que essa é uma boa dica, se você quer fazer QUALQUER viagem, o preço é acessível e as dicas são preciosas.Pois bem, nesse nosso guia, a Sílvia disse assim:

Escolher a Europa para uma viagem dos sonhos é sempre uma ousadia. Se for a primeira vez, então… nem se fala. Dá vontade de percorrer o continente em 30 dias. Fico imaginando uma viagem dessa grandeza que ainda recebe o nome sussurrante de “Lua-de-mel”. Alguém, seguramente, vai chamar vocês dois de temerários. É que núpcias – atrasadas ou não – combinam com pousadas aconchegantes, diriam alguns. Talvez fosse melhor comprar um pacote para Bariloche, argumentariam outros. Sem contar os parentes (intrometidos, quase sempre) racionais: mas porque vocês não aproveitam para trocar o carro ou fazer aquela reforminha na casa, móveis novos, por exemplo?

Tivemos um incrível momento de aproximação, intimidade, 25 dias onde ficamos grudados 24h por dia. Cuidado um com o outro (nós dois ficamos gripados, em ocasiões diferentes), abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim. Mas foi bastante diferente de uma lua-de-mel tradicional, isso vocês podem ter certeza. Mas vamos para a viagem.

Escolhemos começar por Paris e terminar em Lisboa. Compramos as passagens pela CVC, num pacote que incluía 5 diárias em Paris, no Íbis Cambronne Tour Eiffel. Marido já havia feito o Caminho de Santiago duas vezes, e nelas se hospedou em Albergues (Hostels), então não havia preconceito quanto a isso. Ao fazer as reservas (pelos sites que indiquei no post), em algumas cidades não encontramos albergues, então procurei hotéis da rede Íbis, e completei as reservas. O interessante é que tivemos “hotel” no início (Paris), no meio (Florença) e no final (Lisboa) da viagem. Os albergues são legais, tranqüilos, mas é claro que o conforto nos hotéis é mais garantido. E a rede Accor (que inclui hotéis Íbis, Sofitel e Mercure) é bem boa, em termos de custo-benefício.

Liverpool

Passamos 5 dias em Paris, voamos pra Londres (pela EasyJet, Cia aérea low cost, veja minha opinião aqui), passamos dois dias lá, esticamos pra Liverpool de trem (paixão antiga pelos Beatles, divinamente recompensada) onde ficamos um diazinho só, voltamos pra Paris, pra passar mais um final de semana com um casal de amigos, que vieram da Alemanha pra nos encontrar.

De lá, pra Veneza (pela Ryanair – terrível!), também dois dias, três dias em Florença e dois em Roma. Todas as viagens dentro da Itália foram de trem, muito confortável, barato e pontual. Saímos da Itália por Civitavecchia, de Ferry, para Barcelona, atravessando o Mar Mediterrâneo.Em Transito – Civitavecchia a Barcelona [Essa parte foi um dos pontos altos de toda a nossa viagem. O “ferry” é um navio de cruzeiro, super chique, com 11 andares, maisdenãoseiquantos ambientes de bares, restaurantes, dancings, cafeterias, jogos, play center, etc. Vale cada centavo dos 92 euros que pagamos pelas duas passagens. 20 maravilhosas horas de viagem.]

Lisboa

De Barcelona voamos para Lisboa pela TAP, porque perdemos o vôo da Vueling [o barato sai caro…] e foi um encerramento perfeito, Lisboa é “O” lugar. Planejamos ir na primavera, seguindo orientações de quem já esteve por lá no verão e no inverno, mas… o tal aquecimento global (que deveria se chamar esfriamento global) nos passou uma rasteira, e pegamos muito frio em Paris e Londres. Aguentar 6 graus pra quem nasceu e se criou no Nordeste do Brasil foi quase que matar de frio, literalmente. Era um tal de vestir roupas em camadas, começando por um “corpete”, segunda pele, blusa de manga curta, de manga comprida, casaco e casacão… além de meia, meia-calça, calça e tênis ou bota… aff, cansava só de ter que vestir/tirar a roupa. E o pior é que andamos muito em locais abertos, então… era pra enfrentar o frio mesmo. Quando chegamos na Itália a temperatura subiu um pouco, mas ainda assim não tínhamos coragem de sair sem levar um casaco. Eu usei como coringas as pashiminas compradas em Paris, pra mim e pra Marido em cores neutras, que podíamos trocar e variar pra aparecer nas fotos.

Vaticano

Ah, falando em fotos, levamos duas câmeras compactas e a minha Nikon D60. Em momento algum tive medo de sair com a Nikon no pescoço, a sensação de segurança foi uma constante, mesmo porque tinha muita gente com câmeras mais poderosas que a minha, se fossem roubar não seria ela! Como levei o notebook (levamos dois, mas na próxima vai um só!), descarregava as fotos a cada dia, já arrumando por data (e por câmera) nas pastas, pra facilitar quando quisesse achar fotos de determinados lugares.

Numa visão geral, Paris foi a melhor parte, talvez porque passamos mais tempo (nove dias, ao todo) e tivemos mais tempo para conhecer melhor, voltar em locais que gostamos, descobrir cantinhos que se tornaram especiais pra nós, sentar pra “almoçar” baguete no chão dos jardins do Louvre, coisas assim. Ou talvez porque é o melhor lugar pra se visitar mesmo. Quem sabe, até pra morar. Londres foi a melhor surpresa, porque eu não esperava muita coisa de lá, na verdade, tinha medo… mas terminei adorando.

Roma

E a Itália foi a grande decepção, talvez porque eu esperasse demais. As pessoas, na verdade, foi que fizeram essa parte da viagem ser não-tão-boa, porque Veneza é um sonho, e Roma muito linda e “emocionante”, se é que me entende. Li que Florença fazia até mal pro coração, de tão linda que era. E… Cadê? Não bateu com a minha realidade, ou talvez com meu conceito de beleza e posso ser crucificada por isso, mas se foi um lugar que não gostei, foi Florença. Até o Íbis não foi bom como os outros!

Eu não queria ir para a Espanha, um pouco por medo da imigração e um pouco por outros motivos que não vêm ao caso, mas me arrependi. Passamos só uma noite em Barcelona, e eu fiquei babando pela cidade, que é linda. Já está no roteiro da próxima viagem!

Então, resumindo:

Replay obrigatório e com mais tempo: Lisboa, Londres e Barcelona.
Onde não voltaria, ou só voltaria se tivesse dinheiro [e tempo] sobrando: Florença.
Lugar “desprezado” que não ficará de fora da próxima vez: Madri.
O que não vou esquecer: O momento em que comemos croissants de chocolate sentados ao pé do farol de Murano.
O que aprendi: meu inglês é melhor do que eu imaginava, e falando inglês você se vira em qualquer lugar do mundo, até em Paris, basta começar a frase com bon jour e depois fazer cara de desentendida e falar inglês. Eles respondem.
A Grande Sacada: Os passes que permitem visitas/acessos ilimitados por determinado período, adequado à necessidade de cada um (Paris Visit, Paris Museum Pass, Roma Pass, Batobus).
A melhor comida, além de ser em mais quantidade e mais barata: Lisboa.
O melhor meio de transporte entre os países: Trem.
O melhor meio de transporte nas cidades: Metrô, ou na maioria das vezes, bilhete que integra metrô e ônibus. As melhores fotos: Paris.
Dica imperdível: Igrejinha no alto de Santa Croce, Florença, missa em Canto Gregoriano às 17:30h todos os dias. Vista fantástica da cidade e não é lugar de turista, mas dos estudantes de arte da cidade.
Passeio inesperado, não planejado, mas imperdível: Greenwech, incluído no Tour do Big Bus em Londres.
Esquecimento imperdoável: Passar uma tarde inteira em Belém em não comer os famosos Pastéis de Belém.
Semelhança indubitável:
Lisboa e Salvador. Deve ter sido por isso que gostei tanto de lá!

Em Transito Roma – Civitavecchia

Enfim, essa viagem foi algo para não esquecer jamais. Espero que Marido e eu estejamos juntinhos por muito tempo, de preferência até que a morte nos separe, mas se algum dia por desventura não estivermos mais juntos, ter vivido esses 25 dias vai fazer ter valido a pena qualquer sofrimento futuro. [Sim, eu sou exagerada, me interne.]


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