Post da estrada: de Orange Beach, Alabama, a Baton Rouge, Louisiana

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No segundo dia de estrada dirigimos de Orange Beach, Alabama, a Baton Rouge, capital da Louisiana. Ao invés de pegar a estrada, preferimos fazer o caminho que atravessa a Baía de Mobile de barco, que era mais interessante e bonito. Pegamos um engarrafamento enorme chegando na Louisiana, experimentamos a comida de um dos restaurantes sinônimo de roadtrips nos EUA e entramos no hotel já tarde da noite.


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O primeiro objetivo do dia era realmente ir à praia em Orange Beach. Saímos do hotel com tudo no carro o quanto antes e paramos logo no primeiro acesso público que vimos, pra não perder tempo. O estacionamento é gratuito, mas esse acesso não tinha banheiros nem chuveiros, somente salva-vidas de plantão. A praia é bem bonita como falei anteriormente, mas a água não é tão transparente quanto das praias da Flórida que visitamos na semana passada. Mesmo assim é morninha e uma delícia, curtimos do mesmo jeito e a Julia não queria ir embora. Nesse trecho onde a gente estava tinham umas ondinhas suficientemente grandes e fortes pra meter medo e derrubar a Julia, além de logo na beirada já ficar razoavelmente fundo, então não dava pra ela brincar na água muito solta.

Chegando em Orange Beach, nada mal!

Julia foi logo procurando umas conchinhas em Orange Beach. A praia é bonita mas a água não é tão transparente quanto as praias da Costa Esmeralda da Flórida.

Ficamos algumas horas mas tivemos que levantar acampamento antes do que gostaríamos pra pegar a estrada, porque o caminho era longo até Baton Rouge. O salva-vidas nos indicou um chuveiro de um dos edifícios vizinhos a praia pra tirarmos o sal e areia, mas num esquema meio escondido porque era só pra quem estava alugando apartamento no prédio. Saímos satisfeitos, e o nosso veredito foi: Orange Beach é uma praia legal sim, se você estiver na área vale uma parada. Mas não se compara as praias da Flórida. Então se for visitar Alabama e Flórida na mesma viagem, é melhor pegar praia em Orange Beach antes de ir pra Flórida, pra deixar o melhor pro final.

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Dirigimos até o Fort Morgan que fica na entrada da Baía de Mobile e é onde fica o pier pra pegar o barco que faz a travessia. Aliás, queria ter tido tempo pra explorar o Forte, mas infelizmente a gente não podia parar. Passamos no único restaurante ali perto, o Tacky Jack’s, pra comprar uma coisinha pra comer (só recomendo que você faça a mesma coisa se não tiver comido nada como nós, senão pode pular porque a comida é bem fraquinha). Entramos na fila de carros pra pegar o barco, esse ferry sai mais ou menos a cada hora no verão, e não comporta muitos carros (menos de 30). Estava bem cheio, mas felizmente nós embarcamos. A travessia é tranquila e dura 45 minutos. Você pode sair do carro e subir até uma das torres de observação pra curtir a paisagem. A baía de Mobile é enorme e tem um monte de plataformas que parecem de petróleo, mas na verdade são de gás natural. Eu não sabia mas esse depósito de gás natural da Baía de Mobile é o maior dos EUA continental! A água varia de cor entre um azul esverdeado e azul escuro, e com o calor que estava fazendo, dava vontade de mergulhar.

Mobile Bay Ferry, em sentido horário: pier de embarque no Forte Morgan, vista da baía, a nossa minivan dentro do barco e plataformas de gás natural na baía de Mobile.

Chegamos a Dauphin Island, do outro lado da baía, e seguimos caminho passando pelas pontes bem compridas que ligam a ilha ao continente. De lá o caminho não teve maiores atrações, e ainda pegamos um engarrafamento monstruoso chegando na Louisiana que nos atrasou muito. Acabamos tendo que parar pra jantar na estrada ao invés de jantar em Baton Rouge, porque não dava mais pra esperar. Convenci o marido de experimentarmos a comida do Cracker Barrel, que é um restaurante super tradicional de beira de estrada nos EUA (uma rede que tem espalhada pelo país). Ele já tinha comido num Cracker Barrel há muitos anos e não tinha boas lembranças, mas eu não podia deixar de comer lá pelo menos uma vez, pois a rede faz parte da cultura de roadtrips americana.

Paramos no Cracker Barrel de Hammond, que não estava muito cheio. O restaurante é sempre igual: tem um varandão enorme na frente, com várias cadeiras de balanço de madeira que você pode sentar pra descansar (e comprar uma pra levar pra casa também). Você entra e tem uma loja que vende de souvenirs a doces, artesanato e roupas, de tudo um pouco, mas tudo num estilo meio antigo – tipo doces dos tempos da vovó e brinquedos antigos. Os banheiros são públicos e bem limpos, inclusive mesmo se você não quiser ir ao restaurante pode parar em qualquer Cracker Barrel pelas estradas pra usar o banheiro gratuitamente. E tem o restaurante, claro, com um menu bem tradicional de comida americana “da fazenda”: muito presunto assado, purê de batata, bife, legumes na manteiga, bolo de carne e afins.

Cracker Barrel, uma rede de restaurantes country que é sinônimo de comida na estrada aqui nos EUA.

Eu pedi um prato “sampler” que vinha com um pouco de cada coisa, pra provar tudo. Infelizmente não tinha mais bolo de carne (meatloaf) então eu comi dois tipos de presunto (bons), com purê de batata (razoável), um frango cozido chamado chicken and dumplings horroroso (o frango e os dumplings, deixei tudo no prato), milho e vagens. Os biscuits e os muffins de milho que eu amo em qualquer ocasião estavam bem ruins, os biscuits muito secos e os muffins de milho não tinham gosto de milho, muito bizarro. E odiei a gravy que eles serviram, que é o molho tipo ferrugem que acompanha assados e purê de batata, e olha que eu normalmente gosto de gravy. Gabe pediu um rosbife com quiabo frito (okra é quiabo em inglês, e quiabo empanado frito é bem comum no sul dos EUA – eu que não gosto de quiabo gosto desse quiabo empanado frito), feijão e um tipo de couve que ele detestou. No final pedimos uma blackberry cobbler com sorvete de baunilha e blackberry, enorme, deu pra nós 3 dividirmos numa boa, e estava bem gostosa. O saldo da refeição: provei, posso dizer que comi e não preciso voltar mais, só se estiver com vontade de comer uma sobremesa no meio da estrada 😉

Chegamos no nosso hotel bem tarde, o Fairfield Inn Baton Rouge South, que é um Fairfield Inn que não foi renovado e é bem simples ainda. Quase congelamos quando entramos no quarto, porque tinham colocado o ar condicionado no máximo, tivemos que sair e esperar o quarto esquentar um pouco do lado de fora, um absurdo! Só deu tempo de tomar banho e dormir, todo mundo exausto.

Informações Úteis:

Mobile Bay Ferry

Website Oficial: http://www.mobilebayferry.com/index.html

Endereço: Fort Morgan, Alabama

Horário: varia de acordo com a estação, confira no site oficial.

Preços: $16 por carro com motorista, mais $4.50 por cada pessoa no carro, crianças abaixo de 12 anos não pagam.


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2 COMENTÁRIOS

  1. Adorei seu site, estou planejando conhecer o Texas e Louisiana (Marinheiro de primeira viagem rs), algumas pessoas me disseram que a Louisiana é um estado “complicado” quanto a mobilidade (Tudo muito longe), sabe me dizer se realmente existe está dificuldade?

    Obrigado!

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