O que fazer em Tóquio

oquefazeremtoquio

Uma das maiores cidades do mundo, capital do Japão e a maior área metropolitana do mundo (com mais de 35 milhões de pessoas), nenhum turista vai sofrer por falta do que fazer em Tóquio, muito pelo contrário. Tóquio é uma imensidão densamente povoada mas incrivelmente organizada e civilizada. A cidade anteriormente chamada Edo poderia dar uma lição de organização urbana a qualquer grande cidade do ocidente, não encontramos infra-estrutura parecida nem em Nova York, Londres, Paris ou grande cidade do ocidente que já visitamos. Como uma cidade com tanta gente consegue funcionar em aparente ordem todos os dias e ainda preservar áreas verdes e históricas, manter níveis de poluição e barulho aceitáveis, ter banheiros públicos decentes e acesso para deficientes como regra, e um povo educado que não te dá um fora por fazer uma pergunta ou quando você está andando devagar procurando algum ponto turístico quando eles estão com pressa (como em Nova York por exemplo!), é simplesmente incrível. Mas acho que é no povo educado que está a chave disso tudo, pois nada poderia se manter desta forma se o povo não fosse incrivelmente educado. É só ver o nível de criminalidade e vandalismo no Japão, um dos menores do mundo, pra começar a entender esse povo.

Se você está planejando uma viagem para o Japão, saiba que poderia ficar um mês inteiro em Tóquio e ainda teria coisa pra explorar (nós ficamos 20 dias só em Tóquio somando o tempo em 2 viagens e não vimos tudo). Então o tempo que você vai passar na cidade nada mais é do que o tempo que você decidir que pode ou quer passar, pra sentir um pouco do que essa fantástica cidade tem a oferecer. O melhor de Tóquio é estar em Tóquio, e isso vale muito pro Japão de um modo geral: é tudo tão diferente que andar na rua já é uma experiência e tanto. Organizei as atrações agrupando por área/bairros e tem um mapa no final do post com todos os pontos marcados, mas lembre-se que essa lista está longe de ter tudo, são as minhas sugestões do que fazer em Tóquio.

SHINJUKU

O bairro que é o centro administrativo e de negócios e de inúmeros arranha-céus da cidade tem também um distrito de entretenimento famoso (Kabukicho) e a mais movimentada estação de trem do mundo, por onde circulam mais de 2 milhões de passageiros por DIA. Ao redor da estação muitas lojas de departamentos imensas, e ali pertinho, o Shinjuku Gyoen, que é um jardim lindíssimo perfeito para um picnic (e imperdível na época da floração das cerejeiras). O prédio do hotel Park Hyatt, que ficou famoso com o filme Lost in Translation, fica na região de arranha-céus do bairro.

Eu em Shinjuku, explorando as ruas movimentadas, em 2006

Shinjuku Station: a mais movimentada estação do mundo é impressionante, com certeza. Um mar de gente, lojas, linhas de metrô e trem, uma loucura. Dali você já sai dentro de um monte de lojas, num labirinto de saídas incrível.

Shinjuku Gyoen (Shinjukugyoenmae Station ou JR Sendagaya Station ou Shinjuku Station): esse jardim é um espetáculo, principalmente durante o hanami (a floração das cerejeiras). É um jardim fechado e pago, tem várias regras do que pode e não pode fazer e levar lá pra dentro, mas vale a pena. Fizemos picnics por lá ambas as vezes, comprando nosso lanche pra levar no subsolo da Takashimaya (em 2006) e na Isetan (dessa vez), que são ali pertinho. A entrada custa 200 ienes.

Os japoneses fazendo os picnics de Hanami, no Shinjuku Gyoen

Isetan (Shinjuku Sanchome Station): Essa loja de departamentos de 10 andares tem de tudo, em várias faixas de preço (do acessível ao estratosférico). No subsolo muitos stands de comida (área de salgados e área de doces, incluindo a francesa Pierre Hermé) pra você comprar e levar, de preferência pra um picnic no Shinjuku Gyoen ou até mesmo pra comer no seu hotel se ficar hospedado ali por perto. Tem um stand do restaurante Maisen, considerado um dos melhores katsus de Tóquio. No 7o andar, onde ficam os restaurantes (esses com mesas pra você sentar e comer ali mesmo) tem uma área que vende kimonos e todos os acessórios, são lindíssimos e vale a pena dar uma olhada. Tem uma área de descanso para bebês, tipo um fraldário, no 6o andar.

Os kimonos lindíssimos na Isetan

Takashimaya Times Square (Shinjuku Station): uma outra mega loja de departamentos, com 14 andares, vários andares de restaurantes e o subsolo cheio de stands de comida excelentes pra você comprar e levar. Tem uma área de descanso para bebês, tipo um fraldário, no 9o e 14o andares.

Park Hyatt Tokyo (Tochomae Station ou Shinjuku Station): esse hotel e seu bar New York Bar and Grill ficaram famosos quando apareceram no filme Lost in Translation, mostrando a vista espetacular da cidade. Eu queria ter ido lá nas duas vezes mas acabou não dando certo. Minha amiga que mora na cidade já foi e disse que o bar é bem caro.

HARAJUKU

Área entre Shibuya e Shinjuku famosa pela cultura e moda adolescente.

Harajuku Station: ao redor dessa estação você começa a ver os adolescentes japoneses vestindo as roupas mais loucas possíveis. Durante a semana eles estão na escola, e andam por ali em seus uniformes, então a graça é visitar Harajuku no domingo durante o dia pra ver a criatividade do pessoal. Se você pedir, a maioria deles deixa tirar fotos e faz pose.

Adolescentes em Harajuku mostrando a sua criatividade num domingo

Omotesando (Harajuku Station ou Omotesando Station): é uma avenida que vai da estação de Harajuku até a Aoyama dori, onde fica a estação Omotesando. Essa rua é conhecida pelas suas lojas de grife famosas, uma atrás da outra: Prada, Louis Vuitton, Dior, Gucci, Missoni, a lista é grande. O shopping Omotesando Hills tem lojas mais “normais”, como Gap, Zara e marcas locais. Na Omotesando perto da estação Harajuku fica a loja de brinquedos Kiddyland, com 6 andares, inclusive um andar dedicado a Charlie Brown, Snoopy e sua turma, e um andar pra turma da Sanrio – Hello Kitty e seus amigos. A filhota amou ;-)

A Omotesando tem uma grande concentração de grifes famosas

Yoyogi Park (Harajuku Station): um parque bem grande com muitos gramados e famílias brincando. Achei um pouco caidinho quando visitamos em julho passado, a grama não estava muito bem cuidada e foi o único lugar em que o banheiro público fedia tanto que a gente desistiu de usar.

Gabe e Julia no Yoyogi Park

Meiji-jingu (Harajuku Station ou Meiji-jingu-mae Station): um dos maiores templos de Tóquio, fica numa área verde muito bonita ao lado do Yoyogi Park. Aos domingos é comum você ver casamentos e famílias arrumadas em seus melhores kimonos levando os filhos ao templo pela primeira vez. Adoramos. Tem uma loja de souvenirs muito bonitinha no caminho para o templo, ao lado de uma lanchonete e banheiros.

Casamento no templo Meiji, comum aos domingos

Takeshita Dori (Harajuku Station): é a rua mais famosa de Harajuku, pequenininha mas cheia de lojas vendendo a última moda para os adolescentes japoneses. Está sempre cheia, e aos domingos você vê a molecada circulando com as suas roupas mais loucas.

Takeshita Dori, a rua da moda adolescente em Harajuku

SHIBUYA

Se você já viu a clássica cena de uma multidão de gente atravessando a rua em Tóquio em algum filme ou TV, provavelmente o cruzamento mostrado foi em Shibuya, na frente da estação de trem. Tem faixas de pedestres até nas diagonais, e é o cruzamento de pedestres mais movimentado do mundo. O bairro é conhecido por iniciar modas, tem muitas lojas jovens e mais tantas outras lojas de departamentos. Em Shibuya existe uma grande concentração de “Love hotels” japoneses, que são equivalentes aos motéis brasileiros, e muitos clubes noturnos. Fora da área imediata da estação, o bairro tem ruas calmas residenciais, e nós ficamos na casa dos nossos amigos ali. Recomendo muito ficar em Shibuya, tem muita coisa interessante pra fazer por perto e claro, você estará perto de uma grande estação de trem e metrô, com muitas opções de conexão.

Shibuya Station: outra mega-estação de trem e metrô, cheia de lojas, restaurantes, e a 4a mais movimentada do Japão. Do segundo andar você vê o cruzamento movimentado com o pessoal atravessando a rua e pode fotografar e filmar. Você pode tomar um café olhando o movimento no Starbucks Shibuya Tsutaya, que fica no prédio com o telão gigante na frente do cruzamento, do outro lado da rua, mas não pode fotografar e filmar lá dentro.

O cruzamento de pedestres mais movimentado do mundo, em Shibuya

Hachikō (Shibuya Station): é a estátua famosa do cachorrinho de mesmo nome, que segundo a história popular, esperou o seu dono todos os dias nesse local por anos e anos após a sua morte, como fazia todos os dias.

Tokyu Hands (Shibuya Station): se você é adepto de trabalhos manuais, artes e decoração, vai ter um treco nessa loja, com 8 andares de materiais diversos. Eu (que sou designer gráfica) quase morri na ala de materiais de desenho. A Loft é outra loja parecida, que compete com a Tokyu Hands, mas não visitei.

Center Gai (Shibuya Station): é uma rua de pedestres que fica perto da estação Shibuya, cheia de lojas, bares, restaurantes, o movimento no final do dia é forte, com muita gente começando a noitada por ali. A gente passeou por essa rua na viagem de 2006 e jantamos numa ikazaya simples, tem muitas opções de comida boa e barata.

Castelo das Crianças (Shibuya ou Omote Sando Station): de castelo não tem nada, só o nome. É um playground e centro de atividades para crianças, fechado, só recomendo ir em dias de chuva se os seus filhos estiverem desesperados pra correr e brincar em algum lugar. Os filhotes gostaram bastante de brincar por lá, junto com as centenas de crianças japonesas que lotam o lugar.

O “Castelo das Crianças” é um centro de atividades e playground fechado

GINZA

Na nossa primeira viagem ficamos hospedados em Ginza, que é uma área chique e cheia de lojas de departamentos enormes, restaurantes, grifes famosas. O prédio cartão-postal de Ginza (foi construído pelo fundador da Seiko) fica bem na esquina da Chuo-dori com a Harumi-dori (dori = rua em japonês), o coração do bairro. Aos sábados das 14h as 17h e aos domingos de meio-dia as 17h a Chuo Dori que é a rua principal de lojas, fica fechada para o tráfego e os pedestres podem caminhar tranquilamente fazendo as suas comprinhas, o chamado “Paraíso de Pedestres”. Vale a pena um passeio mesmo que você não vá comprar nada. Aproveite e veja o anoitecer com as milhares de luzes acendendo na Chuo Dori, e jante em um dos andares repletos de restaurantes nas lojas de departamentos.

Chuo Dori (Ginza Station ou Ginza-Itchome Station): passeie por essa rua cheia de lojas interessantes, de papelaria as roupas baratas (Uniqlo, H+M) ou de luxo (Chanel, Prada e outras), as jóias (Mikimoto, Cartier, etc), maquiagem (Shiseido), brinquedos (Hakuhinkan Toy Park) e equipamentos musicais (a loja da Yamaha é imensa, como tudo aqui). Ainda vou fazer um post sobre compras em Tóquio e falar mais especificamente de lojas, aguardem. A Chuo Dori à noite com suas milhares de placas iluminadas é impressionante.

Ginza no final de semana: paraíso de pedestres

WAKO Main Building (Ginza Station): é o prédio-símbolo do bairro, com o relógio no topo. Você sai da estação Ginza entre a Chuo Dori e a Harumi Dori e dá de cara com ele. A loja de itens de luxo WAKO ocupa o prédio.

Sony Building (Ginza Station, saída B9): o prédio da Sony tem um showroom bem grande, mostrando itens históricos e as novidades da empresa. Fomos na primeira viagem, mas não fiquei super impressionada. As lojas de eletrônicos e câmeras me impressionaram mais. Se você estiver na área pode matar a curiosidade rapidamente.

Computadores no showroom do prédio da Sony em Ginza, 2006

Teatro Kabuki-za (Higachi-Ginza Station): o teatro onde as peças kabuki são apresentadas o ano inteiro, você pode comprar ingresso para assistir uma peça inteira ou só um ato; nós assistimos um ato na viagem de 2006 e não gostamos muito, mas eu iria pelo menos uma vez pra ver como é. No momento o teatro está em reforma, vai reabrir em abril de 2013.

O teatro Kabuki-za, atualmente em reformas

Mercado de Peixe Tsukiji (Tsukijishijo Station): o mercado de peixe de Tóquio e um dos maiores do mundo, onde o leilão diário de peixes de centenas de quilos começa as 5 da manhã. Nós não fomos, justamente porque precisa chegar cedo pra ver a “ação”. A dica que a maioria dos guias de viagem dá é que você vá logo no primeiro dia, porque provavelmente vai acordar cedo ou não conseguir dormir por causa do fuso horário, o que não aconteceu conosco, e a gente não quis acordar as crianças no meio da noite pra ir até lá. Uma pena, porque eu queria ter visto.

Hama Rikyu Garden (Shiodome ou Shinbashi Station): esse jardim japonês tradicional com um lago e uma casa de chá bem no meio é lindo, e se mistura com a Tóquio moderna com seus prédios altos atrás. Pegamos um dia de tempo nublado, deve ficar um espetáculo com o céu azul. A entrada custa 300 ienes por pessoa. De dentro do jardim você pode sair pra um passeio de barco, fica bem pertinho do mercado Tsukiji e do mar.

O lindo jardim Hama-rykiu, com a casa de chá no meio do lago

Tokyo Tower (Akabanebashi Station): fica entre Ginza e Roppongi, tem 333 metros de altura (um pouco mais alta que a torre Eiffel) e tem uma vista bacana da cidade. Agora está perdendo seus visitantes para a recém-inaugurada Tokyo Sky Tree, que é bem mais alta (e quando fomos os ingressos estavam esgotados por meses). Na base da torre existem diversas atrações, lojas e restaurantes. O ingresso para adulto custa 820 ienes e o de criança varia por idade (acima de 4 anos), veja no site oficial.

Chegando na Tokyo Tower, e a vista lá de cima (a Rainbow Bridge lááááá no fundo)

CHIYODA

É o coração de Tóquio, onde fica o Palácio Imperial e a sede de vários prédios do governo e embaixadas, além da estação de trem e metrô Tokyo Station. Também engloba a área de Akihabara, famosa por suas lojas de produtos eletrônicos.

Palácio Imperial (Tokyo Station): é onde mora a família imperial japonesa e somente uma parte dos jardins são abertos aos turistas. Muros de pedra e um fosso protegem o castelo, que foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial (e reconstruído igual ao que era antes). Em duas ocasiões no ano (dia 2 de janeiro e dia 23 de dezembro, o aniversário do Imperador), visitantes podem entrar em uma parte restrita do castelo para ver a família Imperial, que faz aparições especiais em uma varanda. No resto do ano você pode visitar os Jardins. Sinceramente não achei muita graça nesse jardim, a parte mais bacana foram as cerejeiras em flor do lado de fora, na margem do fosso, em Chidorigafuchi.

Muralha, fosso e jardim do Palácio Imperial

Chidorigafuchi (Kudanshita Station): é um parque na parte externa do Palácio Imperial, onde fica Chidorigafuchi, às margens do fosso e onde você pode alugar um barco a remo. É um dos melhores lugares para ver as cerejeiras em flor na cidade, realmente espetacular.

Cerejeiras em Chidorigafuchi

Tokyo Station: a segunda maior estação de trem e metrô da cidade, atrás de Shinjuku. Incrivelmente a gente nunca precisou usar essa estação em nenhuma baldeação, e quando fomos aos jardins do Palácio Imperial nós andamos até lá a partir de Chidorigafuchi, não passamos pela Tokyo Station.

Akihabara (Akihabara Station): sede de muitas lojas de produtos eletrônicos, anime e mangá. Chuo Dori é a rua principal das lojas que oferecem desde partes pra montar produtos eletrônicos a computadores, câmeras, TVs e afins. Sinceramente não achei muita graça em Akihabara, especialmente porque a gente já tinha visitado super lojas de eletrônicos e câmeras em outras áreas da cidade e não estávamos a fim de comprar nada mesmo. Pra quem curte anime e mangá pode ser mais interessante.

UENO

É o bairro onde fica o enorme e cheio de coisas interessantes pra fazer Ueno Park, que abriga o zôo, templos, museus, lago, e um lugar excelente pra ver as cerejeiras em flor. O Parque Ueno é imperdível.

Ueno Station: outra mega-estação com jeito de shopping center, eu adoro comprar pães e doces na Andersen e levar pra fazer picnic no Parque Ueno ali ao lado. Mas tem muitas opções de comida boa e barata e várias lojas de doces, é só procurar.

Parque Ueno (Ueno Station ou Keisei Ueno Station): um parque lindo (especialmente na época das cerejeiras em flor), enorme, que oferece uma variedade grande de atrações. No lago (Shinobazu Pond) você pode alugar um pedalinho pra passear, foi uma das coisas que a minha filha mais gostou de fazer. Fomos também no Ueno Zôo, no Western Art Museum e no Museu Shitamachi. Visitamos também os templos Bentendo e Toshogu lá dentro. Você pode passar alguns dias visitando todas as atrações desse parque!

Julia na alameda com as cerejeiras verdinhas no verão, e o parque em 2006 com as cerejeiras em flor

Ueno Zôo: é o zôo mais antigo do Japão, e a não ser que você goste de zôológicos, se você não tem filhos pode pular a visita. A maior atração são os pandas gigantes, vimos dois, enormes, comendo, atrás de um vidro com um montão de gente na frente. É um zôo bonitinho, mas as áreas dos bichos não são muito grandes e me deu um pouco de nervoso por causa disso. A Julia adorou o tigre tomando banho, e o Eric ficou fascinado com as focas, principalmente por causa do barulho que elas estavam fazendo. Saímos de lá com o Zôo fechando as 17h. Custa 600 ienes para adultos, crianças não pagam (até 12 anos), mas se você mostrar que é turista estrangeiro (passaporte) tem desconto.

Família Misura no Ueno Zôo, e a Julia imitando a menininha japonesa que tirou foto antes dela

Museu Shitamachi: um museu pequenininho mostrando ambientes e objetos de casas de pessoas comuns da antiga Edo. Simpático, mas se você vai ao Museu Edo Tóquio (muito maior, mostrando coisas parecidas) pode pular o Museu Shitamachi.

Museu Nacional de Arte Ocidental: não é um museu muito grande e tem uma coleção bem bacana de pinturas e esculturas, a começar pela enorme escultura da Porta do Inferno, de Rodin, do lado de fora. Dentro do museu, você encontra muitos quadros de artistas importantes como Miró, Pollock, Monet, Renoir, Gauguin, Rubens, Tintoretto, entre outros. Pode fotografar dentro do Museu mas eles implicaram quando a minha filha estava fotografando (!), foi meio bizarro. Falaram que ela estava “fotografando demais”. Também implicaram com o “volume” da voz, sinceramente a gente já foi em museus em tantas cidades e países diferentes e nunca tinha tido problema com isso, não é um museu muito amistoso com crianças.

O Museu Nacional de Arte Ocidental, tem quadros lindos como esse de Monet

Templo Toshogu: esse lindo templo de 1616 sobreviveu a desastres naturais (terremotos, incêndios), as bombas da Segunda Guerra Mundial, e até hoje está lá no meio do Parque Ueno, com sua estrutura de madeira lindamente decorada com ouro e um caminho de lanternas de pedra até a entrada. Visitamos na primeira viagem e infelizmente está fechado para reformas até 2014.

Eu e Gabe no templo Toshogu, em 2006

Templo Benten-do: é um templo budista octogonal perto do lago Shinobazu. O original foi destruído por bombardeios na Segunda Guerra, e o templo atual é uma reconstrução de 1958. Em dias de festivais, como no final de semana que visitamos durante o hanami (floração das cerejeiras), vários stands de comida formam uma ruazinha no caminho até o templo.

O templo Benten-do no Parque Ueno

Não visitamos, mas ficam também dentro do Parque Ueno:

Museu Nacional de Tóquio: é um museu gigantesco com 5 prédios abrigando uma coleção absurda de peças importantes e históricas japonesas.

Museu Nacional de Natureza e Ciência: é um museu de história natural e ciência, com direito a fósseis de dinossauros, astronomia, cinema 360 graus, geologia, parece bem interessante.

ASAKUSA

Um bairro com muitos templos, incluindo o mais antigo e importante templo budista de Tóquio, o Senso-ji. Por causa da quantidade de templos, muitos festivais são realizados nessa área, já que cada um deles organiza pelo menos um matsuri (festival) por ano ou até mesmo por estação.

Templo Senso-ji (Asakusa Station): é um complexo de templos budistas, o mais popular de Tóquio. Foi construído em 645, é o mais antigo da cidade. Você chega pela estação de metrô Asakusa saída 2 ou 3 e vai caminhando até o Kaminarimon, que é o pequeno portal de entrada do templo. A partir daí você caminha pela rua Nakamise, cheia de lojinhas de souvenirs e lanchonetes, até o Hozomon, que é o grande portal de entrada do complexo. Lá dentro tem o templo principal com o altar folheado a ouro, uma Pagoda de 5 andares, e vários templos menores dedicados a diferentes divindades. Se você só tem tempo pra visitar apenas um templo em Tóquio, tem que ser esse!

Eu e Gabe no templo Senso-ji, atrás é o templo principal do complexo, 2006

ODAIBA

Odaiba (Odaibakaihinkoen Station): é uma ilha artificial ligada a Tóquio pela Rainbow Bridge (Ponte Arco-Íris). O lugar é uma concentração de shopping centers gigantescos, e tem lojas de todos os tipos para todos os bolsos. Dentro dos shoppings da ilha você encontra um Legoland Discovery Center e o Sony ExploraScience, que é um museu interativo de luz, som e movimento. A vista de Tóquio e da Rainbow Bridge a partir de Odaiba já vale a visita. Você pode ir de barco ou de monorail (ou ir de um jeito e voltar de outro, como nós fizemos). Se você tem pouco tempo na cidade, não recomendo ir até lá, a não ser que seja pra dar uma olhada na vista (no final do dia, pegando o anoitecer) e pronto.

Tóquio vista de Odaiba, em um dia nada bonito

SUMIDA

Um bairro que acabou de ganhar destaque por causa da recém-inaugurada Tokyo Skytree, a maior torre do mundo. Outros locais de interesse para os turistas são o Museu Edo Tóquio e o Ryogoku Kokugikan, que é o Estádio Nacional de Sumô.

Tokyo Skytree (Tokyo Skytree Station ou Oshiage Station): a mais nova atração da cidade, a Tóquio Skytree é uma torre de transmissão com 634 metros de altura, a maior torre do mundo atualmente. Dentro da torre tem dois níveis de observação, um a 350 metros e outro a 450m, ambos com vistas de 360 graus. Na época que nós estávamos em Tóquio todos os ingressos estavam esgotados por meses. Dá pra comprar os ingressos pelo site, mas o link é apenas em japonês (traduzindo com o Google Translate dá até pra arriscar, mas não sei se eles vão aceitar cartão internacional no final do processo de compra). O ingresso custa 2 mil ienes por pessoa até o primeiro observatório ou 3 mil ienes pros dois. Se você quiser ir, aconselho tentar comprar com antecedência ou chegar bem cedo, porque os ingressos ainda estão esgotando rapidamente.

A Tokyo Skytree vista do Museu Edo Tóquio e do alto da Tokyo Tower

Edo-Tokyo Museum (Ryogoku Station, metrô ou trem): esse museu é muito interessante, mostra objetos, ambientes e estruturas preservadas da antiga Edo até a Tóquio moderna. Tem um teatro inteiro preservado dentro do museu, uma ponte de madeira, maquetes impressionantes super detalhadas, bem legal. Você vai conhecendo a história da cidade desde sua fundação, passando pelos terremotos, incêndios, bombardeios, até os dias de hoje. A lojinha de souvenirs e objetos de arte no térreo é ótima.

Eu, Julia e Eric saindo do Museu Edo Tóquio, o tamanho é impressionante!

ROPPONGI

O bairro dos expatriados e estrangeiros de Tóquio, com muitas embaixadas e escritórios de empresas estrangeiras. A noite de Roppongi é famosa com muitos clubes noturnos, restaurantes, bares, a rua fica fervilhando de gente.

Roppongi Hills (Roppongi Station): é um complexo de shopping, restaurantes, galeria de arte, cinema, hotel (Grand Hyatt), museu de arte e o observatório Tokyo City View em Roppongi. Tem vários restaurantes bons, inclusive o L’Atelier de Joel Robuchon do chef francês estrelado que nós fomos um dia pro jantar, maravilhoso.

Tokyo City View, no alto da Mori Tower (Roppongi Station): um observatório no alto do prédio de 54 andares, tem uma vista bem bonita da cidade. Se você for a Tokyo Tower não precisa ir a Mori Tower e vice-versa, a vista é bem parecida. Nós fomos atraídos pelo evento 100 anos do Walt Disney no Sky Deck, mas é uma bobeira sem tamanho e foi tempo e dinheiro perdido. Custa 1.500 ienes por adulto, +500 ienes por criança acima de 4 anos, mais 500 ienes por pessoa pro acesso ao Sky Deck (que é o heliporto).

Gabe fotografando no observatório Tokyo City View, na Mori Tower em Roppongi Hills

Tokyo Midtown (Roppongi ou Roppongi-itchome ou Nogizaka station): é um outro complexo de shopping, restaurantes, residências, hotel (Ritz-Carlton) e lazer como o Roppongi Hills. Tem ótimos restaurantes, como o sushi de esteira e um indiano que nós fomos, docerias e padarias francesas como Jean-Paul Hévin, Sadaharu, Maison Kaiser e até um novaiorquino Dean & Delucca Café.

Gabe, Julia e Eric em frente ao Tokyo Midtown, e o show de luzes que eles fazem no verão

SHINAGAWA

Shinagawa ainda fica dentro de Tóquio, mas bem ao sul da cidade e já mais afastada do “centro”. Fomos até lá por causa do Aquário, que nos foi indicado como o melhor da cidade, e realmente o pequeno aquário não decepcionou.

Aquário de Shinagawa (Omori-kaigan Station): o aquário é pequeno, mas muito bacana: tem um ótimo show de golfinhos, um show de focas (que não vimos), um tanque enorme com um túnel que você passa por baixo com tartarugas e raias gigantes, lindo demais; tem um tanque de focas pintadas muito bacana, e uma área de peixes e criaturas marinhas exóticas. Dois tubarões enormes, alguns pinguins, e outros aquários menores. Ah, e você pode assistir o show de golfinhos debaixo d’água, sentado em um dos bancos em frente ao vidro no subsolo. Pra quem está viajando com crianças eu achei que valeu a pena ir até lá, os meus filhos amaram.

Julia, Gabe e Eric no túnel do Aquário de Shinagawa

Um mapa com todos os locais mencionados nesse post:

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Se você não viu os outros posts da série Japão, navegue por aqui:
Planejando uma viagem para o Japão
Roteiro de viagem pelo Japão
Guia Fotográfico de Comida Japonesa
Onde ficar em Tóquio
Passeios de 1 dia a partir de Tóquio
O que fazer em Quioto
Compras no Japão
Restaurante em Tóquio: jantando com os Ninjas
Um dia em Nara, a antiga capital do Japão
Como é o Takayama Matsuri, um dos festivais mais famosos do Japão
Tóquio com crianças: dicas para quem vai com bebê e criança pequena
Visitando o Hakone Open Air Museum
Como chegar a Hakone (e como se locomover na área)

Se você está indo na época das cerejeiras em flor, não deixe de ver essa lista dos melhores lugares em Tóquio para ver as cerejeiras.

Quer conhecer a Tóquio mostrada pelo filme Lost in Translation (bares, karaoke, boates, restaurantes)? Essa lista aqui em inglês tem tudo.


Comments

  1. Celina says

    Lu, a Claudia tem razão! é para imprimir, favoritar, transformar em PDF, é um guia fantástico! Imagino o trabalhão que deu “resumir” todas as suas impressões e dicas e toda a vontade de contar tudinho para nós! Passaporte em cócegas para ir a Tóquio.
    aquele abraço gostoso, tá?

    • Luciana Misura says

      Brigada querida, deu trabalho mesmo, mas valeu a pena :-) Vá a Tóquio sim, aproveite pra ir a partir de Londres, que é melhor!

  2. Marcia Kawabe says

    Adorei toda a série e também acho que em Tóquio a gente se diverte só de sair nas ruas. Eu sempre tenho a impressão que a cidade acabou de ser toda reformada, de tão limpa e arrumada que elas são.Enfim, eu gosto tanto de lá, que costumo dizer que se eu pudesse iria todos os finais de semana :)

    Acho que seria legal, já que vc acabou de voltar de lá, falar um pouco sobre os preços de restaurantes, hospedagem, lembrancinhas, metro, porque o que eu mais ouço das pessoas é o medo que elas tem dos custos que uma viagem desta pode acarretar, mas eu particularmente acho que as coisas lá não são tãooooo caras assim, como todo mundo imagina. Caro mesmo é a passagem daqui pro Brasil até lá e claro, não dá pra fazer compras como os brasileiros estão acostumados a fazer nos USA.

    • Luciana Misura says

      Marcia, obrigada! Eu falei desses custos todos no primeiro post, Planejando uma viagem para o Japão, na parte “Dinheiro”. Eu acho que o Brasil anda mais caro que o Japão, principalmente restaurante!

  3. Tania says

    Esse seu post está tuuuuudo de bom, vai me ajudar muito a montar meu roteiro de Tokyo. Adorei mesmo, já anotei várias dicas…

  4. Rafael says

    Muito bons estes posts sobre o Japão. Estou acompanhando atentamente, quero ir pro Japão em 2014, mas se der vou tentar antecipar pra 2013. Enquanto isso vou me alimentando de informações…. :)

    Fanático por fotografia, já estou pensando na Akihabara… :D

    Ótimo trabalho por aqui!

    Abs.,

    • Luciana Misura says

      Obrigada Rafael! Mas não precisa ir a Akihabara não, tem a Bic Camera e a Yodobashi Camera e-n-o-r-m-e-s em Shinjuku! Ainda vou escrever um post sobre Compras no Japão, aguarde ;-)

  5. Tãnia says

    Luciana, estive pesquisando sobre o passeio ao Monte Fuji & Hakone…vi que tem algumas empresas que fazem esse tour, fica cerca de $180 dolares por pessoa, com almoço incluso. Achei caro, provavelmente indo por conta própria fica mais em conta…mas será que é fácil de fazer esse tour? Vi que vc não fez o passeio do Monte Fuji, mas vc tem alguma idéia?
    Abraços!
    Ah, estou ansiosa pelo post de compras…

  6. Olga Santos says

    Estou adorando os posts sobre o Japão! Acho muito interessante a forma como você divide os locais. Vou pra Tóquio em novembro e a ansiedade não podia ser maior!

    Num dos dias pretendo ir a Odaiba (há 2 museus que meu namorado quer conhecer e também queremos ir na Joypolis – coração nerd falando alto), gostei da sua sugestão de ir de um jeito e voltar de outro. Onde é possível pegar o barco que você citou?

    Obrigada!

    p.s: ansiosa pelo post sobre Compras hahaha

    • Luciana Misura says

      Olga, obrigada!

      Você pode pegar um Tokyo Water Bus em vários locais; nós pegamos dentro do Jardim Hama-rykiu (você pega o barco até um outro pier e troca pro barco que vai pra Odaiba), mas se você não vai ao jardim, pode pegar no Asakusa Pier (o barco vai direto pra Odaiba) ou no Hinode Pier, que vai parar no Odaiba Seaside Park e trocar de barco até Odaiba. Aqui mais informações (em inglês): http://www.japan-guide.com/e/e3042.html Qualquer dúvida é só falar!

      Post de compras em breve ;-)

  7. Carlos says

    Muito boas as dicas! Você cobriu muito bem os bairros de Tokyo. Fiquei 15 dias lá em abril deste ano mas se ficasse mais ainda teria muita coisa a explorar. Também estou escrevendo sobre minha viagem.

    As dicas sobre os outros lugares do Japão também estão muito boas. Da próxima vez tente visitar Fukuoka. Eu gostei bastante :)

    Abs

  8. Julio cesar says

    Estou indo para tokyo em dezembro, levando suas informações comigo. Alguma dica para essa época do ano?

  9. Alexandre says

    Olá.
    Show seu comentario sobre tokyo! Estarei em Tokyo, sozinho, por dois dias e gostaria de umas dicas e se possível um roteiro. Gostaria de experimentar o trem bala de uma cidade a outra, tipo bate e volta, e de preferencia passando pelo monte fuji, ajuda?
    Abç
    Alexandre

    • Luciana Misura says

      Oi Alexandre,
      Com apenas dois dias eu não pegaria o trem bala pra lugar nenhum não. Pra passar pelo Monte Fuji você pegaria o trem pra Quioto, mas é uma viagem longa (2h20 de ida, 2h20 de volta no trem Nozomi que é o mais rápido) e vai sair 27 mil ienes, que dá quase 550 reais no câmbio de hoje. Se eu fosse você iria a Shibuya-Harajuku em um dia e Ginza-Ueno Park no outro (não são perto), mas essas na minha opinião são as áreas mais interessantes da cidade. Claro que isso tudo depende do que você quer ver e fazer…mas dê uma olhada nas atividades que eu listei para esses lugares acima.
      Abraço,
      Luciana

  10. Jerry says

    Que post fantastico. Moro na Australia e agora estou em férias no Japão e nem nos melhores sites blogs de viagem de lingua inglesa achei um post ou informacoes que chegassem aos pés do seu post. Obrigado por compartlihar tantas informacoes legais. Tinha feito uma selecao de lugares antes de vir pro Japao, mas depois que vi seu post vi que ele é o guia perfeito pra Tokyo. Aracos

  11. Felipe Silva Ferreira says

    Olá Luciana

    Planejei uma viagem ao japão e gostaria de te mostrar os meus dias em Tokyo e saber o que vc acha sobre o roteiro.

    1 dia – Tsukiji Market + Tokyo Tower + Imperial palace

    2 dia – Ueno Park + Museum Shitamachi + Ueno Zoo + Tokyo National Museum + Akihabara + Kokugikan Sumo Stadium + Asakusa + Shopping Nakamise + Sensoji Templo + Rikugien Garden ???

    3 dia – Shibuya = Yoyogi Park + Takeshita Dori + Hachiko + Shinjuku National Garden

    4 dia – Monte Takao

    Att Felipe
    Obrigado

  12. Nishan says

    Nossa !! Eu que estava dúvida do que fazer em Tokyo vi que há coisas demais para o tempo em que eu ficarei por lá. Obrigado pelo post !!!

    Acabei de comprar as minhas passagens para Abril deste ano e irei pela primeira vez ao Japão. Ficarei em Tokyo mesmo e tentarei ver se faço uma viagem curta a alguma outra cidade próxima. Minha dúvida mesmo é saber qual o melhor local (pra mim) para se hospedar. Eu já li o seu post sobre os bairros de Tokyo e fiquei com mais dúvidas ainda.

    • Luciana Misura says

      Por que ficou com mais dúvidas? Recomendo bem perto das 3 grandes estações: Shibuya, Tokyo ou Shinjuku, que é bem mais prático pros deslocamentos e pra comer. Qualquer hotel que caiba no seu orçamento pertinho dessas estações está valendo.

  13. Walquiria Pedra says

    Obrigado pelas dicas de passeios!!!
    Acabei de chegar no Japão e nos 6 meses que irei ficar, irei ver tudo isso!! ( ao menos eu espero,rs). Bom saber dessas opções, moro bem perto da estação de Shinagawa!! Mal posso esperar para ver o aquário e a apresentação dos golfinhos!!! Espero me lembrar do roteiro inteiro e ainda ter tempo de visitar Kyoto!!

  14. Rafael says

    Luciana, muito bom o site. Parabéns! !!
    Irei passar um dia em Tóquio e ficarei em Shinjuku. Gostaria de alguma dica de restaurante (minha namorada é chef de cozinha) e de alguns pontos turísticos da região, visto que terei pouco tempo pra andar.

    Att,

  15. Aline Kerem says

    Amei ! não é de hoje que sou amante da cultura japonesa ! E você conseguiu nos levitar até aí de maneira incrível , agradeço pela sensibilidade e por sua matéria rica !

  16. Atsu says

    Só pra complementar a info, o Skytree aceita cartão de credito internacional brasileiro ( visa e credicard, amex não )

    Mas como a venda dos tickets é feito pela Ticketopia tem que fazer cadastro e compra em japonês…

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