Diário do Kilimanjaro #2: preparativos (compras e treinos!)

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A viagem ao Kilimanjaro se aproxima e aos poucos vamos ticando todas as pendências da lista. Ainda falta providenciar algumas coisas, mas desde o último post, alguns passos importantes foram dados. Compramos as passagens, terminamos de pagar toda a parte terreste, tomamos quase todas as vacinas e começamos a fazer diversas caminhadas por trilhas no interior da Inglaterra. 

Imagem via: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Elephants_at_Amboseli_national_park_against_Mount_Kilimanjaro.jpg

Ida ao médico

Aqui em Londres a gente até tem convênio particular (pelo trabalho do meu marido), mas usamos muito pouco. Quase todos os problemas de saúde que tivemos foram resolvidos na rede pública, o NHS. Então, eu liguei no consultório onde somos registrados aqui no bairro e disse que precisava conversar sobre vacinação. Consulta marcada com a enfermeira, e resolvi uma boa parte das vacinas: na hora ela me deu vacina de tifóide, hepatite A e também “renovou” aquela que tomamos quando somos crianças, contra tétano, difteria e polio (fiquei com o braço muito dolorido e duro nos 3 dias seguintes). A única que não tomei pelo NHS foi a de Febre Amarela, que ainda vou tomar em uma farmácia privada e terei que pegar. A enfermeira também providenciou a receita para os tablets de malária, que precisamos começar a tomar 2 dias antes de embarcar, durante toda nossa estadia lá e ainda 7 dias depois da volta. Já comprei, e foi bem carinho, pois cada tablet custou £2.70 e foram 20 tablets pra cada um de nós. 

via GIPHY

Passagens

Estranhamente, não existem vôos diretos entre Londres e Kilimanjaro. É preciso fazer conexão ou em Amsterdã, ou em Istambul ou então em Nairobi. Optamos por comprar a passagem da KLM e fazer conexão em Amsterdã, tanto na ida quanto na volta. Isso porque já conhecemos a cidade e o aeroporto, e já que vamos pra um lugar bem diferente do que estamos acostumados, pensamos ser melhor seguir por caminhos já conhecidos. E ainda por cima transformamos a conexão em Amsterdã na ida em um stop over, e vamos dormir lá uma noite. Nada de correria! Assim viajamos tranquilos no dia seguinte.

Terrestre

Terminamos de pagar a parte terrestre para a agência brasileira que escolhemos (já falei sobre a agência no primeiro diário). Mas nós vamos chegar no Kilimanjaro um dia antes do roteiro oficial começar, então eu reservei uma diária extra no hotel e também estou providenciando o transfer do aeroporto (que estava incluso apenas se chegássemos no dia seguinte). 

Equipamentos

Decidimos comprar as bengalas de caminhada (em inglês são walking sticks ou walking poles, falamos delas no vídeo abaixo), e já andamos com elas em um dos hikings que fizemos na Inglaterra recentemente. É impressionante como elas ajudam, principalmente em subidas e decidas. Quando estivemos no Ben Nevis, na Escócia, sentimos muita falta e não daria pra ir ao Kili sem elas. Também compramos outros acessórios, como as lanternas de cabeça, meias, garrafas térmicas para águae as toalhas compactas que secam rápido. Ainda precisamos comprar saco de dormir, camisetas, pilhas, itens de higiene pessoal e mais algumas coisinhas. A lista é interminável!

Preparo físico

Continuamos com os nossos treinos de corrida, mas a novidade é que começamos a fazer trilhas pelo interior da Inglaterra. Obviamente não é a mesma coisa que subir uma montanha de 5895 metros, mas passar o dia andando entre 16 e 20km com as botas e as roupas que usaremos lá já é o que podemos fazer. Também recentemente estivemos mais uma vez no País de Gales, na região de Brecon Beacons, e passamos 3 dias seguidos andando, andando, andando (e subindo montanha!). Acho que foi a primeira vez que caminhamos muito por mais de um dia, e tivemos uma noção do que é sentir cansaço acumulado. Claro que nada disso é garantia de que vamos passar incólumes pelo mal de altitude, mas fazemos o que está ao nosso alcance!

O que falta?

Como falei, precisamos tomar a vacina da febre amarela (o que será feito nas próximas semanas) e comprar mais alguns acessórios. Também vamos solicitar o visto no consulado da Tanzania em Londres (não é obrigatório, é possível fazer o procedimento no momento da imigração na chegada, mas preferimos já deixar isso feito!) e continuar nossos treinos! Falta menos de 2 meses e ainda parece que não vai acontecer, sabem? Muita gente me pergunta se estou ansiosa, mas a verdade é que não estou porque simplesmente não parece que estou indo. Estranho né? 

Pra quem não leu a primeira parte do diário, é só clicar aqui

Crédito da imagem em destaque: By Muhammad Mahdi Karim – Own work, GFDL 1.2, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=9084438


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1 COMENTÁRIO

  1. AAah Helo, que DEMAIS!!! Tava esperando por mais posts seus sobre o trekking (e to lendo atrasada, pq tava de ferias…hahaha)! Amo trilhas tb e estamos pensando em fazer o Tour do Mont Blanc no ano que vem, acho que até cheguei a falar isso com você no insta ou no snap… E aí fico pensando nessas coisas que tb precisamos organizar, principalmente na questão do treinamento físico mesmo (até pq lá tem muita estrutura de hospedagem e comida, então essa parte é mais tranquila), pra aguentar os 170 km em 12-13 dias… Aguardando mais updates e torcendo muito por vocês!!
    🙂

    Beijão!

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