Vale do Douro além dos vinhedos: 5 lugares para visitar

Vale do Douro é sinônimo de vinho. Certo? Hmmm… depois de passar cinco dias explorando a região, eu acho injusto falar que uma visita ao Vale do Douro se resume a degustação de vinhos e passeios pelos vinhedos. Há um leque cultural muito grande, aldeias charmosas, construções medievais e muita, muita história.

Resolvi destacar aqui alguns desses lugares “além vinhedos”, que podem ser ótimas escolhas pra quem quer fazer uma pausa entre uma produtora de vinho e outra. Se você vai viajar pelo Vale do Douro de carro, vale a pena se programar para fazer uma parada em algum deles (ou todos). Garanto que além de fazer bem para os olhos faz também um bem danado pra mente.

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Ucanha

Museu do Douro

Se visitar uma cave de Vinho do Porto já te ensina um monte sobre esse produto maravilhoso, imagina então o tanto que você vai aprender ao percorrer os vinhedos no Vale do Douro! É MUITA informação, ainda mais com degustação depois, quem consegue lembrar de tudo? : ) Eu gostei de ir ao Museu do Douro justamente para organizar as minhas ideias. Seguindo o percurso proposto, você sai de lá entendendo direitinho sobre a formação dos vinhedos, a produção e tipos de Vindo do Porto e do Douro, isso sem contar toda a informação sobre cultura e tradições locais.

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O Museu do Douro é pequeno, porém muito bem elaborado e fácil de ser explorado. Lá também dá pra fazer degustação de vinho. Fica na cidade de Peso da Régua (geralmente onde as pessoas chegam vindas do Porto), na beira do rio. O ingresso custa 6 euros, e para informações sobre horário de funcionamento e passeios guiados, é só consultar o site.

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Casa de Mateus

Eu sei que a Casa de Mateus não fica propriamente no Vale do Douro, mas é bem perto e vale a pena o rápido deslocamento (muita gente também visita esse lugar fazendo um bate e volta a partir do Porto). A construção é um lindo exemplo da arquitetura barroca portuguesa, e não dá pra evitar tirar muitas fotos da fachada refletida nas águas do espelho d’água logo em frente (aliás, se você estiver com pressa, eu aconselho a pelo menos ir lá dar uma olhada por fora pra ver esse ‘cenário’).

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A Casa de Mateus foi construída no século 18, por Antonio José Botelho Mourão, o 3° Morgado de Mateus (que veuio a ser governardor da Capitania de São Paulo!). Ainda hoje a casa serve como residência para a família, portanto a visita é restrita a algumas áreas. Toda a parte utilizada pela família (que é a maior parte) não pode ser acessada. Mas ainda assim eu acho que vale a pena entrar (custa 11.50 euros por pessoa), até porque a visita é guiada e você aprende bastante não apenas sobre a história da casa, mas também sobre alguns objetos e móveis. O destaque fica para a biblioteca, onde estão algumas edições histórias (como a segunda edição de os Lusíadas) e livros muito antigos.

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Depois de conhecer a casa por dentro, você pode caminhar pelo jardim a vontade, sem a companhia do guia (para visitar apenas os jardins o ingresso custa 7.50 euros). Infelizmente fotografias não são permitidas dentro da casa, mas fique a vontade para tirar fotos de todo o jardim!

Infelizmente o site não tem muitas informações práticas sobre a visitação (não dá pra comprar ingresso com antecedência por exemplo), mas lá da pra ver algumas outras imagens e conhecer o trabalho cultural da Fundação Casa de Mateus.

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Ponte e Torre de Ucanha

Ucanha é um dos vilarejos mais pacatos que já visitei em toda a Europa. As pessoas ficam na porta de casa olhando a vida passar ou vão pro boteco bater papo. Mas um ou outro turista acaba visitando Ucanha para ver um dupla de estruturas medievais: a ponte, construída entre os séculos 14 e 15, e a torre, construída em 1465. A torre foi construída para marcar um ponte de pedágio e reiterar o comando religioso da Ordem de Cister, já que era preciso passar por ali para ter acesso a cidade de Lamego e outras no interior da região.

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Mosteiro e Igreja de São João de Tarouca

A gente sempre ouve falar de descobertas arqueológicas que revelaram ruínas super antigas em várias partes do mundo. Mas em Tarouca isso aconteceu recentemente: uma escavação entre 1998 e 2007 descobriu uma área enorme de ruínas de um Mosteiro Cisterciense (construído no século 12). Essas ruínas ficam junto a Igreja de São João de Tarouca, que já vale a visita por si só. São tantos detalhes lá dentro (olhando de fora você não dá muita bola!), de azulejos e mosaicos a obras de arte.

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As ruínas do mosteiro – que para um visitante distraído podem não significar muita coisa, pois parecem apenas pedras demarcando espaços – revelam várias curiosidades da rotina dos monges, por isso acho que vale a pena fazer uma visita guiada se você tiver tempo. A entrada custa 3 euros, e mais informações estão disponíveis no site.

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Mosteiro de Santa Maria de Salzedas

Eu achei esse lugar um dos pontos altos de toda a viagem (e olha que competir com degustação de vinho não é fácil!). Assim como o Mosteiro de Tarouca, esse também era de Ordem Cisterciense, e começou a ser construído em 1168. Ao longo dos séculos ele foi ampliado e só em 2011, depois de um intenso trabalho de restauração, é que abriu para visitação do público.

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Além da construção em si, há também um pequeno museu que guarda as obras de arte do Mosteiro em uma exposição permanente entitulada “Fragmentos, Expressões da Arte Religiosa do Mosteiro de Santa maria de Salzedas”. A área dedicada a essa exposição foi muito bem planejada e executada para encaixar-se perfeitamente na estrutura do lugar.

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Uma vez por ano o Mosteiro é local de um jantar muito especial, onde os convidados vestem-se de monges e comem em longas mesas ao ar livre, homenageando o passado. Esse é um evento muito especial, e qualquer pessoa pode ir (deve ser uma experiência incrível), mas é preciso garantir ingressos com antecedência (25 euros por pessoa, que eu achei um preço muito bom para o trabalho que dá, afinal o Mosteiro não tem cozinha, é preciso levar todo o equipamento para lá para apenas essa noite). Entre em contato por email para saber mais detalhes sobre esse jantar e consulte o site para mais informações sobre o Mosteiro (a entrada custa 3 euros).

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Eu viajei para o Vale do Douro a convite da AETUR, que custeou todas as despesas. O conteúdo dos posts não foi negociado, eu tenho total liberdade para escrever sobre o que quiser. 


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